Paulo Nobre

Paulo Nobre, presidente do Palmeiras, na Academia de Futebol (Foto: Cesar Greco/Fotoarena)

Fellipe Lucena e Thiago Ferri
02/03/2016
17:39
São Paulo (SP)

Proibido de emprestar dinheiro ao Palmeiras sem a autorização do Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) do clube, Paulo Nobre colocou R$ 8,9 milhões no caixa alviverde durante o mês do janeiro. Diferentemente dos mais de R$ 140 milhões cedidos por ele entre 2013 e 2015, desta vez a quantia serviu para manter o fluxo do caixa antes da entrada de receitas previstas e será devolvida no decorrer do ano, sem juros ou correção.

Com a verba, o Verdão evitou terminar o primeiro mês do ano no vermelho: o COF aprovou o balancete de janeiro com um superávit de R$ 3,3 milhões, mesmo tendo investido pouco mais de R$ 12 milhões na contratação de Erik, R$ 4,5 milhões por Jean, e R$ 3 milhões por Moisés.

Além de ser dono dos direitos econômicos de Leandro, Mendieta, Tobio, Allione, Mouche e Cristaldo, contratados com o dinheiro que emprestou ao Verdão, Nobre recebe de forma parcelada os outros R$ 140 milhões: uma parte vem dos 10% da renda bruta mensal do clube, e o restante em parcelas de R$ 800 mil, também mensais.

Com a entrada dos patrocinadores em 2015, Nobre só poderia fazer empréstimos após análise do Conselho de Orientação e Fiscalização (COF). Ele precisa apresentar aos conselheiros o motivo para fazer o repasse, e o grupo, então, votará para definir se aprova o ato. Desta vez isto não aconteceu e alguns membros do conselho chegaram a reclamar, mas o COF aceitou a manobra sobre o caso na reunião de segunda-feira.