Thiago Ferri
14/06/2018
10:10
São Paulo (SP)

Com seis minutos jogados no segundo tempo, o Palmeiras criou quatro chances claras para fazer 2 a 0 e encaminhar a vitória sobre o Flamengo. A boa atuação de Diego Alves, que fez duas grandes defesas, a demora para decisão de Willian e a falta de pontaria de Dudu fizeram com que o Verdão não ampliasse o placar. E o castigo veio logo depois, com o empate em casa.

Diferentemente do jogo contra o Ceará, não foi uma atuação ruim do Palmeiras. Os inícios dos dois tempos, aliás, foram muito bons, com marcação sob pressão no campo rubro-negro, empilhando chances. O problema é que, além de desperdiçá-las, o time teve uma alteração de postura durante o confronto no Allianz Parque.

Não foi possível manter a marcação no campo de ataque por muito tempo. A estratégia foi implementada justamente nos primeiros minutos de cada etapa, mas a parte física acaba tendo influência depois de uma longa sequência com jogos de "quarta e domingo. E o Flamengo, que lidera o Brasileiro, passou a conseguir jogar após "saber sofrer" nos momentos do pressão alviverde.

Ainda assim, a partida estava razoavelmente sob controle. Bastou um erro de Victor Luis, que estava sozinho e perdeu a bola para escanteio, para Thuler aproveitar também o vacilo de Thiago Martins e empatar o jogo. Isto logo depois de Diego Alves praticar uma defesa dificílima, em uma cabeçada à queima roupa de Edu Dracena. Duro castigo.

O Verdão vai para a pausa da Copa a oito pontos da liderança do Brasileiro e há quatro jogos sem perder. Nos últimos dois, porém, levou empates após estar em vantagem. Há tempo suficiente para tirar esta vantagem, e a interrupção no Brasileiro vai servir para Roger Machado corrigir problemas.

Um deles, inclusive citados pelo treinador após o jogo, é prolongar esta forma de jogar intensa, como se viu nos inícios dos dois tempos. Outro é fazer diminuir o número de erros na defesa. Pensando nos melhores momentos do Palmeiras na quarta e a expectativa pela chegada de reforços, a esperança é de ver um time mais forte no segundo semestre. E o mais importante: que seja mais regular durante os 90 minutos e numa sequência de partidas.