Paulo Nobre

Flávio considera Paulo Nobre um dos melhores presidentes do Verdão dos últimos anos (Foto:Cesar Greco/Fotoarena)

RADAR/LANCE!
22/03/2016
14:44
São Paulo (SP)

E qualquer torcedor com mediano conhecimento de futebol, mas que entenda um pouco da lógica e aritmética simples, percebe claramente o que há de errado com o nosso amado Palestra.

Nosso competente presidente, talvez o melhor das últimas décadas, buscou vários caminhos para melhorar o clube e o futebol. As ações impetradas na gestão da Sociedade Esportiva Palmeiras demonstram a excelência em administração do nosso presidente e não é preciso descrevê-la aqui porque é de domínio público, no futebol, uma área complexa pela sua natureza, onde mistura razão, perde a própria razão e se enrola com a emoção. Ele fez o que qualquer presidente de uma empresa faria: contratou o que de melhor havia no mercado para ajudá-lo a atingir o principal objetivo que era devolver ao Palmeiras sua estatura de grande campeão.

Contratou primeiro o Brunoro para ajudá-lo nessa missão, foram contratados técnico e jogadores, uma variedade enorme, mas com poucos talentos, é bem verdade. Mas infelizmente o Brunoro não atendeu às expectativas, seus movimentos foram antigos e o Palestra recuou tecnicamente.

Agora, na segunda mexida do presidente, ele trouxe o Alexandre Mattos, com muitos jogadores e um novo técnico, alguns entre a média de bons jogadores do futebol brasileiro, incluindo a eles três ou quatro da Base (Natan, Matheus Salles, João Pedro), entre eles dois de altíssimo nível, Matheus Salles e Gabriel Jesus. Tanta era a quantidade que ironicamente o Marcelo Oliveira raramente jogou com o mesmo time ou testou para valer um garoto da base, ele os escalava para correrem da área adversário de volta para a nossa para ajudar na marcação, mesmo para garotos essa atividade precisa de preparação, conjunto e esquema tático definido, não tínhamos nada. Ganhamos a Copa Brasil empurrados pela energia positiva da torcida e esforço sobrenatural de alguns jogadores, entre eles o super profissional Fernando Prass.

Nesse momento, trocamos de técnico novamente, ficamos esperançosos, temos um elenco enorme, com bons e medianos jogadores, novamente confiávamos que essa mistura com Cuca nos tiraria dessa situação desconfortável, mas logo vimos que não ele é “devoto” da insegurança, não acredita nos jovens (Gabriel, Natan, Matheus Salles, Eric), repete o que não devia, não ousa, não enxerga o mau preparo dos jogadores, não tem coragem de encostar todos os centroavantes por incompetência, não descobriu que o Zé Roberto pode ser um bom auxiliar técnico, mas que não consegue jogar mais, qualquer ingênuo percebe que não temos ligação nenhuma, nem da defesa para o meio, nem do meio para o ataque, nem de parte nenhuma para laterais, o time é caótico e, insisto, sem preparo físico.

Por favor, senhor presidente, chame o Alexandre Mattos e o Cuca para uma conversa definitiva, exija cuidados com os jovens talentos, olho no elenco, jogadas trabalhadas, afinal, somos grandes, não temos que ter medo e eles foram contratados para isso, chega do mesmo. Lembrem-se (como disse um amigo cruzeirense) 80% dos técnicos do Brasil adorariam comandar o Palmeiras com esses jogadores.

Por favor, pensem nisso, não aguentamos mais uma queda, nossa nação é rica, grande e não nos falta nada, é só acreditar. Precisamos de gerenciamento e cobrança, técnico é funcionário como qualquer outro, está lá para cumprir metas.