Alexandre Guariglia e Thiago Ferri
09/11/2016
07:25
São Paulo (SP)

Até os Jogos Olímpicos, Gabriel Jesus era o principal jogador do Palmeiras no Campeonato Brasileiro. Desde a Rio-2016, outros dois passaram a dividir este papel. Pelas notas do LANCE!, Moisés e Mina são os melhores avaliados no período, com nota 6,6.

O zagueiro se firmou depois da Olimpíada, pois sofreu uma lesão muscular em seu segundo jogo. Desde então, o camisa 26 ganhou destaque e tornou-se um dos alicerces na campanha do líder.

Além dos quatro gols que marcou, sendo três deles em clássicos, Mina faz a média de gols sofridos cair. Com ele, foram 11 jogos no Brasileiro e oito gols – média de 0,72 gol/jogo. Sem o colombiano, o time foi vazado 22 vezes em 23 jogos – média de 0,95 gol/jogo.

Levando em consideração todo o campeonato, o zagueiro tem nota 6,5. Isto seria o suficiente para que entrasse na seleção do campeonato do L!, mas ele só não faz parte por não ter jogado ao menos a metade dos jogos. Réver e Pedro Geromel, os escalados no time ideal, têm média 6,0.

Só um zagueiro tem média melhor que Mina no Brasileiro; Carli, do Botafogo, mas por pouco: 6,54. O beque do time carioca, assim como o colombiano, não está na seleção porque não jogou ao menos a metade das partidas – foram 13. Rodrigo Caio, do São Paulo, tem média de 6,1, e está fora da seleção pelo mesmo motivo da dupla – fez 16 jogos até agora na competição.

Na vitória sobre o Inter, que fez o Palmeiras abrir seis pontos de frente para o segundo colocado, Mina foi quem mais desarmou, mais acertou passes e sofreu mais faltas até do que Gabriel Jesus e Dudu, por exemplo. Além de rápido e preciso na defesa, o camisa 26 tem tido importância no início da criação de jogadas, especialmente contra rivais fechados.


Quando contratou o carismático defensor, Cuca havia dito que este seria um jogador com passagem curta pelo Brasil. Tanto é que o Barcelona já tem a preferência de compra do zagueiro no futuro – seu contrato com o Palmeiras é válido até 2021. A cláusula de compra para o Barça é de 9 milhões de euros (R$ 31,4 milhões).

Se no início do Brasileirão o Verdão encantava com um ataque muito positivo, agora tornou-se uma equipe mais econômica em gols, mas muito organizada defensivamente e que corre poucos riscos defensivamente. Neste time mais cascudo, Mina é um dos mais importantes.