icons.title signature.placeholder Fabricio Crepaldi e Fellipe Lucena
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10/07/2013
11:26

Uma das máximas do futebol é que não tomar gol já é meio caminho para vencer. No Palmeiras, isso tem dado bastante certo desde o começo da Série B. Isso porque é justamente a defesa o setor mais acertado do time até agora. E ela tem alcançado marcas expressivas no início do torneio.

A primeira delas é que hoje o Verdão tem a zaga menos vazada do Brasil, considerando as duas principais divisões do país. Foram apenas três gols sofridos em sete partidas, o que dá uma média de 0,4 por jogo. O rival Corinthians levou o mesmo número de gols, mas em seis duelos na Série A, o que resulta em uma média de 0,5 a cada partida.

O atual setor defensivo do Palmeiras também ostenta uma marca bastante importante para o clube: a última vez que o time sofreu menos gols nas sete primeiras rodadas do Brasileiro foi em 1996, quando a essa altura tinha sido vazado duas vezes. O nível técnico da Série B, por razões óbvias, é mais fraco do que o da Série A. Mesmo assim, em 2003, outro ano em que disputou a competição, nos sete primeiros confrontos o Palmeiras tinha sofrido oito gols.

O setor defensivo do Verdão tem se mostrado bastante sólido desde o começo do torneio. Dos três gols levados, o contra o Sport foi irregular.
Agora, porém, o técnico Gilson Kleina terá o desafio de manter esse bom nível da zaga mesmo com as alterações que estão acontecendo.

Dos cinco titulares de antes da parada para a Copa das Confederações, três deles não estão mais nesse posto: no gol, Bruno saiu para o retorno de Fernando Prass, que estava lesionado. Na lateral direita, Ayrton foi encostado e pode deixar o clube e hoje o dono da vaga é Luis Felipe. Já no meio da zaga a perda foi Maurício Ramos, negociado com o exterior, que deu lugar a André Luiz.

No primeiro jogo com essa formação, o resultado não foi tão positivo. Apesar da goleada por 4 a 0 sobre o Oeste, o setor cometeu algumas falhas, sobretudo nas jogadas altas. O adversário teve várias oportunidades de marcar e acertou a trave. A chance de se recuperar será na próxima sexta-feira, contra o ABC, pior ataque da competição.

Confira um bate-bola com o goleiro Fernando Prass:

LANCE!Net: Vocês acompanham os números da defesa? Sabem que é a melhor das duas séries do Brasileiro?
Fernando Prass: A gente sabe, até porque estamos ligados em todos os critérios de desempate. Claro que isso é bom, porque a chance de vencer sofrendo poucos gols é bem maior. Temos de tentar fazer sempre o melhor, porque sendo a melhor defesa e o melhor ataque, com certeza vamos estar nas primeiras colocações e voltar à Série A, que é o objetivo.

As mudanças de peças podem prejudicar o desempenho?
Não tem de prejudicar, porque no futebol dificilmente você termina o campeonato com o mesmo time que começou. De uma semana para outra, às vezes, já muda muita coisa. Temos que trabalhar para não sentir o reflexo dessas trocas. Claro que, mantendo sempre a mesma escalação, você ganha entrosamento e confiança. Mas é futebol, coisas que vão acontecer durante o campeonato.

O que fazer para minimizar os efeitos dessas alterações? Conversa e treino resolvem?
Quando tem uma ou outra mudança é mais fácil. Se mudam muitas peças, fica mais complicado. Tem situações que, por mais que você treine, se apresentam de forma diferente no jogo. Quando você está jogando há mais tempo com o cara, algumas coisas ficam automáticas. Mas a gente está tendo tempo para trabalhar, tivemos essa parada, agora vêm algumas semanas sem jogos. Isso também vai nos ajudar.

Qual é a maior qualidade da defesa do Palmeiras?
A gente recompõe muito bem quando perde a bola, dá o combate logo e encurta o espaço rápido.

E o maior defeito?
O que precisa melhorar eu vou ficar devendo, porque senão vou dar arma para o inimigo (risos).

Uma das máximas do futebol é que não tomar gol já é meio caminho para vencer. No Palmeiras, isso tem dado bastante certo desde o começo da Série B. Isso porque é justamente a defesa o setor mais acertado do time até agora. E ela tem alcançado marcas expressivas no início do torneio.

A primeira delas é que hoje o Verdão tem a zaga menos vazada do Brasil, considerando as duas principais divisões do país. Foram apenas três gols sofridos em sete partidas, o que dá uma média de 0,4 por jogo. O rival Corinthians levou o mesmo número de gols, mas em seis duelos na Série A, o que resulta em uma média de 0,5 a cada partida.

O atual setor defensivo do Palmeiras também ostenta uma marca bastante importante para o clube: a última vez que o time sofreu menos gols nas sete primeiras rodadas do Brasileiro foi em 1996, quando a essa altura tinha sido vazado duas vezes. O nível técnico da Série B, por razões óbvias, é mais fraco do que o da Série A. Mesmo assim, em 2003, outro ano em que disputou a competição, nos sete primeiros confrontos o Palmeiras tinha sofrido oito gols.

O setor defensivo do Verdão tem se mostrado bastante sólido desde o começo do torneio. Dos três gols levados, o contra o Sport foi irregular.
Agora, porém, o técnico Gilson Kleina terá o desafio de manter esse bom nível da zaga mesmo com as alterações que estão acontecendo.

Dos cinco titulares de antes da parada para a Copa das Confederações, três deles não estão mais nesse posto: no gol, Bruno saiu para o retorno de Fernando Prass, que estava lesionado. Na lateral direita, Ayrton foi encostado e pode deixar o clube e hoje o dono da vaga é Luis Felipe. Já no meio da zaga a perda foi Maurício Ramos, negociado com o exterior, que deu lugar a André Luiz.

No primeiro jogo com essa formação, o resultado não foi tão positivo. Apesar da goleada por 4 a 0 sobre o Oeste, o setor cometeu algumas falhas, sobretudo nas jogadas altas. O adversário teve várias oportunidades de marcar e acertou a trave. A chance de se recuperar será na próxima sexta-feira, contra o ABC, pior ataque da competição.

Confira um bate-bola com o goleiro Fernando Prass:

LANCE!Net: Vocês acompanham os números da defesa? Sabem que é a melhor das duas séries do Brasileiro?
Fernando Prass: A gente sabe, até porque estamos ligados em todos os critérios de desempate. Claro que isso é bom, porque a chance de vencer sofrendo poucos gols é bem maior. Temos de tentar fazer sempre o melhor, porque sendo a melhor defesa e o melhor ataque, com certeza vamos estar nas primeiras colocações e voltar à Série A, que é o objetivo.

As mudanças de peças podem prejudicar o desempenho?
Não tem de prejudicar, porque no futebol dificilmente você termina o campeonato com o mesmo time que começou. De uma semana para outra, às vezes, já muda muita coisa. Temos que trabalhar para não sentir o reflexo dessas trocas. Claro que, mantendo sempre a mesma escalação, você ganha entrosamento e confiança. Mas é futebol, coisas que vão acontecer durante o campeonato.

O que fazer para minimizar os efeitos dessas alterações? Conversa e treino resolvem?
Quando tem uma ou outra mudança é mais fácil. Se mudam muitas peças, fica mais complicado. Tem situações que, por mais que você treine, se apresentam de forma diferente no jogo. Quando você está jogando há mais tempo com o cara, algumas coisas ficam automáticas. Mas a gente está tendo tempo para trabalhar, tivemos essa parada, agora vêm algumas semanas sem jogos. Isso também vai nos ajudar.

Qual é a maior qualidade da defesa do Palmeiras?
A gente recompõe muito bem quando perde a bola, dá o combate logo e encurta o espaço rápido.

E o maior defeito?
O que precisa melhorar eu vou ficar devendo, porque senão vou dar arma para o inimigo (risos).