Alexandre Mattos e Paulo Nobre (FOTO: Cesar Greco/Palmeiras)

Alexandre Mattos e Paulo Nobre durante treino do Palmeiras (FOTO: Cesar Greco/Palmeiras)

LANCE!
01/04/2016
09:05
São Paulo (SP)

O maior foco de pressão durante a má fase do Palmeiras é o diretor de futebol do clube, Alexandre Mattos, responsável pela montagem do elenco. Muito criticado por torcedores e conselheiros, inclusive próximos do presidente Paulo Nobre, o dirigente disse após a vitória por 3 a 0 para o Rio Claro que a cobrança tem sido individualizada e avisou:

- É importante dizer que não tem o Mittos nem coisa nenhuma. Tem o Alexandre, que trabalha com muita raça, muito amor, se dedica bastante.

"Mittos" é o apelido que Alexandre ganhou da torcida do Cruzeiro, onde foi campeão brasileiro duas vezes seguidas, em 2013 e 2014. A brincadeira se estendeu aos palmeirenses no ano passado, sobretudo após o título da Copa do Brasil. Mas o rendimento caiu tanto que ele precisou responder se pensou em deixar o clube.

- Não, muito pelo contrário. Tenho contrato até o fim do ano. Precisamos ter força, futebol é assim. Cheguei com o Palmeiras precisando de uma reformulação e tudo que foi pedido pelo presidente está sendo feito. Lógico, se você perde quatro partidas para times do interior em um Campeonato Paulista, a pressão é do tamanho do Palmeiras. Mas sabemos como funciona, precisamos ter convicção. Se mudar toda hora, não chegamos a lugar nenhum.

- As pessoas, às vezes, confundem um pouquinho a responsabilidade de cada um. O brasileiro individualiza, foca um cidadão e pronto. Mas espera aí: o que esse cidadão faz lá? O que o Alexandre faz é uma gestão, que engloba muita coisa, e quem está no dia a dia percebe o tanto de evolução que o Palmeiras teve em um ano e dois meses. Aí a bola não entra e todos têm de ir embora? Assim, não vamos a lugar nenhum. 

O triunfo sobre o Rio Claro quebrou uma desagradável sequência de quatro derrotas consecutivas, mas resgatou parte da confiança perdida às vésperas de duas partidas importantes: domingo, contra o Corinthians, no Pacaembu, e na quarta-feira, contra o Rosario Central (ARG), em Rosario. Embora saliente que não é um "super-herói", Mattos prometeu uma grande atuação no Dérbi.

- De novo: não tem nenhum Mittos, é importante dizer isso, porque as pessoas às vezes não escutam. Não tem nenhum super-herói. Se viro super-herói, tenho de ir lá bater o pênalti, treinar e tudo. Mas é cada um dentro da sua responsabilidade e assumo toda a minha. Eu estava sofrendo muito, e, agora, o que prometemos ao torcedor é, tirando esse peso da cabeça, fazer um grande jogo no domingo - disse.

- No ano passado, depois de 15 anos, o Palmeiras chegou a duas finais. Depois de sete anos, final de Paulista. Depois de seis anos, entre os dez primeiros da Série A, o que para mim é muito ruim. Puxei a orelha deles quando fomos campeões: parabéns, mas ficar em nono no Brasileiro não é para Palmeiras. mas, mesmo assim, depois de seis anos. Aí perde quatro, cinco jogos e está tudo errado? Todos têm de ir embora? Não é assim - concluiu Mattos.