Copa do Brasil - Santos x Palmeiras (foto:Ari Ferreira/LANCE!Press)

Marcelo Oliveira confia na união dos jogadores pelo título (foto:Ari Ferreira/LANCE!Press)

Fellipe Lucena
26/11/2015
01:15
Santos (SP)

A derrota por 1 a 0 para o Santos no primeiro jogo da final da Copa do Brasil, na Vila Belmiro, não abalou a confiança do técnico Marcelo Oliveira. Ao ouvir um repórter questionar se o rendimento da equipe o convence que é possível ser campeão na semana que vem, no Allianz Parque, o comandante do Palmeiras lembrou que também havia descrédito nas fases anteriores.

- Convence. Convence porque aqui tem trabalho, união, honestidade, lealdade e tem bons jogadores. Você falou que está jogando muito mal, mas o segundo tempo contra o Atlético-PR foi muito bom (empate por 3 a 3, no Brasileiro), contra o Cruzeiro (empate por 1 a 1, também no Brasileiro) da mesma forma. Contra o Fluminense e contra o Internacional (semi e quartas da Copa do Brasil), também éramos um Palmeiras que jogava mal, que não passaria, acho que você lembra muito bem. O Arouca está voltando, vai estar mais preparado na quarta-feira. Temos que acreditar, se não pego meu boné e vou para casa. Futebol se ganha com jogo bem jogado, mas ganha também com estratégia, espírito de luta e a vontade de atingir o objetivo - disse.

Marcelo admitiu que a vitória do Santos foi justa, embora tenha lembrado do pênalti não marcado sobre Lucas Barrios no início do segundo tempo. Para erguer o troféu, ele sabe que será preciso jogar mais.

- Justo é fazer o gol. O Santos fez o gol, então foi justo. Por mais que possamos lembrar a questão do pênalti no Barrios, e ele ter dado um pênalti no agarra-agarra para eles, o Santos foi melhor no contexto geral porque é muito bom aqui mesmo. É um time veloz, os jogadores estão juntos há algum tempo. Procuramos marcar bem e sair no contra-ataque. No primeiro tempo, erramos na parte técnica lá no fim da jogada. Considerando o regulamento, 1 a 0 para o Santos dá para modificar em casa, com o apoio da torcida e tentando jogar melhor também - analisou.

- Nós precisamos melhorar ofensivamente, não ficar só marcando. Precisamos eliminar de vez essa bola erguida, a ligação direta que acabou acontecendo mais no segundo tempo. Com o campo molhado, o adversário também ergueu a bola muitas vezes. Vamos trabalhar muito para produzir mais e ganhar o jogo - completou.