Fellipe Lucena
14/11/2016
12:38
São Paulo (SP)

O Palmeiras continua sendo assunto na vida de Leandro. O atacante de 23 anos ainda tem contrato com o clube do Palestra Itália até o fim de 2017, tem tido dificuldades para controlar a ansiedade do pai palmeirense, Carlos Moura, com a proximidade do título brasileiro, e já deu algumas dicas a Raphael Veiga, meia que jogará no Verdão a partir do ano que vem. Mesmo com tudo isso, ele avisa que está focado no Coritiba.

- Meu ano aqui foi bom, foi a temporada em que mais joguei. Fico feliz por ter feito tantos jogos, voltei a fazer gols também. Não sei como vai ficar no ano que vem ainda e acho melhor não fazer planos. Faltam quatro jogos, então quero esperar acabar o ano - disse o atacante, que está emprestado ao Coxa.

Leandro tem 45 jogos na temporada, três a mais do que em 2013, ano em que chegou ao Palmeiras e foi artilheiro do time com 19 gols - chegou até a ser convocado para a Seleção. Pelo Coxa, são 11 bolas na rede até aqui, uma delas contra o próprio Palmeiras, em empate por 2 a 2 no primeiro turno do Brasileirão.

- Eu não tenho que pedir desculpas, sou profissional. Estou no Coritiba, é o clube que paga meu salário, então tenho de defender essas cores independentemente de contra quem jogar - diz ele, que naquele dia fez o coração do pai ficar dividido.

- Meu pai é palmeirense, não para de me mandar mensagem falando que vai ser campeão, me enchendo o saco todo dia (risos). Ele queria que eu estivesse lá, mas faz parte do futebol.

Quem também o procurou para falar sobre o Palmeiras foi Raphael Veiga, que na última semana assinou um documento com o clube em que jogará pelos próximos cinco anos.

- Ele já perguntou como é lá, como é a torcida. Ele perguntou mais por curiosidade. É um garoto bom, de coração bom, merecedor do que está vivendo. Ele é um meia inteligente, habilidoso, tem bom passe, boa bola parada. Sem dúvida, se contratarem, ele vai ajudar muito.

Confira um bate-bola exclusivo com Leandro:


Depois de dois anos complicados, você voltou a jogar bem em 2016. Quais são seus planos para o futuro?
Eu tenho o sonho de jogar na Europa e claro que todo jogador quer estar na Seleção, mas temos de ser conscientes e saber que os que estão lá são merecedores e nós não estamos merecendo no momento.

A meta é chegar logo aos 45 pontos e escapar do rebaixamento?
Esse próximo jogo (quarta, contra o Santa Cruz, em casa) é o mais importante da nossa vida. Ninguém quer ficar marcado na carreira com um rebaixamento. Que nós possamos sair dessa situação que não é agradável para ninguém. Se Deus quiser vamos conseguir.

Ainda tem contato com alguém do Palmeiras?
O que eu mais tenho contato é o Zé Roberto, meu amigo particular. E acho que só.

Está torcendo para o Palmeiras ser campeão?
Tenho contrato com o Coritiba até o fim do ano. Tenho que pensar no clube em que estou. Se o Palmeiras for campeão ou não, creio que para mim não vai fazer diferença, até porque estou aqui, não no Palmeiras.

Você acha que ainda vai jogar lá?
Fui para lá em uma Série B, fomos campeões com cinco, seis rodadas de antecedência. Em 2014 nosso time não foi bem, brigamos para não cair. É diferente brigar por título e brigar para não cair, não tive a oportunidade de brigar pela Série A quando estava lá, então não sei como é você estar brigando em um clube tão grande. Mas eu não sei como vai definir essa situação, até porque o pessoal do Coritiba já me procurou perguntando se tenho vontade de ficar no ano que vem. Meus empresários já entraram em contato e o Palmeiras tem dito que no momento não querem resolver nada, porque estão focados no título. Tenho que esperar até o fim do ano.