Fellipe Lucena
16/08/2017
08:00
São Paulo (SP)

A lateral esquerda é uma preocupação do Palmeiras para o resto deste ano e já para o próximo. Nenhum dos quatro jogadores utilizados no setor conseguiu tomar conta da posição em 2016, e a incerteza para 2017 é ainda maior.

Zé Roberto e Egídio têm contrato só até dezembro. O veterano está decidido a encerrar a carreira, enquanto o colega tem o futuro incerto, embora Cuca tenha dito que a renovação já está sendo tratada. Além de analisar o mercado - algo que já foi feito no segundo semestre deste ano, mas sem nenhuma contratação -, o clube pensa em reintegrar Victor Luis, cria da base, que está emprestado ao Botafogo.

Egídio foi o lateral-esquerdo que mais agradou Cuca - começou como titular em 13 das 27 partidas com o treinador -, mas está longe de convencer o torcedor. A situação se agravou após a eliminação do clube na Copa Libertadores, diante do Barcelona de Guayaquil (EQU), com pênalti perdido pelo camisa 6. Ele foi o único atleta xingado nominalmente pela torcida no Allianz Parque e nem viajou para enfrentar o Vasco, em Volta Redonda. Segundo o técnico, foi uma maneira de preservá-lo.

Michel Bastos assumiu a posição, mas teve mais uma atuação bem abaixo do esperado. O camisa 15 repetia, desde os tempos de São Paulo, que não se sentia mais à vontade na lateral-esquerda e que seu desejo era jogar aberto pelo lado direito. No início do ano, chegou a dar "graças a Deus" por ser acionado em uma partida como meia, e não como lateral. A dificuldade de encontrar um lugar no time o fez aceitar a tentativa de Cuca de readaptá-lo à sua função de origem, na qual já foi escalado cinco vezes pelo técnico, que promete insistir:

- Ele já vem trabalhando há algum tempo nesta posição em que há muito não joga. Vamos continuar trabalhando para ele ir melhorando - disse.

A outra alternativa para a posição seria Zé Roberto, mas Cuca já disse que prefere fixar o veterano no meio de campo. Aos 43 anos, ele foi o titular da lateral esquerda em seis das 27 partidas do treinador, mas nos últimos jogos só tem ido para o setor por necessidade ou situações específicas.

O zagueiro Juninho, que já foi definido por Alexandre Mattos como o melhor lateral-esquerdo defensivo do elenco, foi utilizado na posição três vezes, a última no jogo de ida contra o Barcelona de Guayaquil, há mais de um mês - derrota por 1 a 0. Apesar de ter executado essa função no Coritiba, o desempenho no Palmeiras não foi bom.