Luciano e João

Luciano (à esq) e João Francisco serão os titulares do São Bernardo nesta segunda-feira (Foto: Impact Produções)

Ana Canhedo
18/04/2016
10:25
São Paulo (SP)

O zagueiro Leandro Castán defendeu o Corinthians entre 2010 e 2012. Neste mesmo período, seu irmão e também defensor Luciano Castán passou por cinco clubes diferentes. No ano seguinte, enfim, chegou ao São Bernardo. Leandro já estava na Roma. Nesta segunda-feira, às 21h, Luciano tem a chance de levar o Bernô à inédita semifinal de Campeonato Paulista. E para vencer o Palmeiras, no Allianz Parque, terá a torcida de Leandro direto da Itália e ao seu lado o jovem João Francisco, que em 2010 tinha 18 anos e já não escondia de ninguém o amor pelo time do falecido pai, o São Paulo...

- Leandro saiu cedo de casa para buscar o sonho dele de ser jogador de futebol, eu saí um pouco depois. Nos acostumamos a morar longe um do outro, mas perto pelo tanto que nos falamos. Ele já me avisou que estará assistindo o jogo da Itália, mesmo lá sendo bem tarde - conta Luciano ao L!. Às 21h de Brasília, em Roma será 3h da manhã. 

Leandro Castán
Leandro e Luciano se falam bastante, mesmo longe (Foto: Reprodução)

A história de João Francisco o L! contou às vésperas da partida contra o São Paulo, na oitava rodada da fase de grupos do Campeonato Paulista. À época, o Bernô venceu por 3 a 1 e o zagueiro ainda conseguiu a camisa 5 de Diego Lugano, seu ídolo, para enquadrar e mostrar os amigos. 

- Sou de Orlândia, ainda não voltei para casa desde que troquei a camisa com ele, mas já sei que tem um espaço lá para pendurá-la do lado da minha camisa, bem no quintal, para todo mundo ver. Lugano ficou ressabiado quando quis a camisa, ele não troca no campo. Mas, no intervalo do jogo, ele me chamou, eu joguei a minha e ele a dele - explica à reportagem. A partida foi disputada no Pacaembu e o beque são-paulino, de fato, é avesso às trocas de uniforme com rivais.

João Francisco
João chegou a fazer testes no São Paulo (Foto: Arquivo Pessoal)

Entre os emaranhados de histórias com os rivais e parentescos, a dupla de zaga do São Bernardo sabe que está muito perto de fazer ainda mais história com a camisa amarela e preta, depois de já ter chegado de maneira inédita às quartas de final, mas não nega que o Palmeiras é favorito a vencer o duelo no Allianz Parque. É tudo ou nada... 

- Sem dúvida é a melhor campanha do São Bernardo, já disputei quatro Paulistas por aqui. Começamos meio mal, mas melhoramos na reta final e encaminhamos a classificação. Sem dúvida o Palmeiras é favorito, pela história no futebol, pela tradição, mas se chegamos até aqui, por que não? - fala Luciano, e João completa: 

- Internamente, nós sabíamos da qualidade do nosso grupo. Até por uma questão de investimento, as pessoas não colocavam muita fé em nós no começo, faz parte. Acho que nossa virada foi justamente naquele jogo contra o São Paulo, ali tivemos a certeza que dava para brigar pela vaga. 

João Francisco ainda falou sobre sua história no Bernô e os planos para o futuro, seu contrato acaba em maio e ainda não sabe se será procurado para renovar o vínculo com o Bernô. Sereno, garante 100% de foco na partida desta segunda-feira para depois definir o futuro. 

- Depois da partida, acho que vamos começar a pensar em algo. Ver como vai ser. Por enquanto, o foco é no Palmeiras. Cheguei em junho de 2013, quem me trouxe foi o Wagner Lopes, que estava comigo no Comercial. Já estou completamente adaptado à cidade, aos funcionários do clube e à rotina. Gostou muito daqui. Meu contrato está acabando e, se por ventura eu sair, vou levar para sempre na memória. Mas quero ficar e espero que dê certo.

BATE-BOLA LUCIANO CASTÁN E JOÃO FRANCISCO: 

Vocês estudaram o Palmeiras? 
Luciano: Sabemos o que tem que ser feito. O ataque do Palmeiras é muito bom, tem o Gabriel Jesus, que é muito rápido, e o Alecsandro, que é mais técnico. É preciso estar atento. 

João: Eu costumo estudar muito o jogador que vou marcar, entender como ele joga. Nós do time trocamos vídeos por Whatsapp, para sabermos tudo e nos prepararmos da melhor maneira possível. Seja Dudu, Alecsandro, Jesus, Barrios... É fazer o que sabemos.