Crefisa

Paulo Nobre e Leila Pereira durante o anúncio da renovação de contrato, no início do ano (Foto: Cesar Greco)

Thiago Ferri
01/05/2016
08:00
São Paulo (SP)

Palmeiras e Crefisa protagonizam uma longa novela para acertar cláusulas adicionais no contrato firmado no início do ano. Ainda sem um acerto, o clube chegará em maio ao terceiro mês sem receber da patrocinadora. Ao todo, são R$ 19,5 milhões que o Verdão deixou de embolsar no período.

Desde o incômodo do patrocinador com o uso da marca do Avanti no uniforme do jogo sem aviso prévio, no fim de fevereiro, os parceiros vêm discutindo aditivos. Enquanto isto não se resolver, a patrocinadora não pagará a quantia acumulada. O principal ponto, a multa de R$ 2,5 milhões, caso o Verdão entre em campo sem mostrar a vestimenta antes, já foi aceita pelo clube.

Restam outros pontos em debate e após discussões entre os departamentos jurídicos, as diretorias de Palmeiras e Crefisa tiveram uma conversa nesta semana. O clube recebeu a versão final dos aditivos feitos pelos patrocinadores, mas ainda não respondeu se deseja mudar algo mais ou se enfim aceita. O vice-presidente Maurício Galiotte é quem trata com a empresa.

Embora os parceiros mantenham contato na área de marketing e a negociação esteja relativa próxima do fim, pessoas envolvidas nos dois lados admitem que o acerto está enrolado. Em janeiro, Crefisa e FAM tornaram-se as únicas anunciantes no uniforme palmeirense e para isto pagam R$ 6,5 milhões por mês, contando os gastos com Lucas Barrios, todos pagos pelos patrocinadores.

Uma fonte ligada à Crefisa alega que o valor que o Verdão deveria receber está guardado. Portanto, assim que o clube assinar o aditivo, pode pagar a quantia devida no dia seguinte. O problema é saber quando isto ocorrerá. Por enquanto, para manter o fluxo de caixa, o presidente Paulo Nobre voltou a fazer empréstimos para o Palmeiras.