Thiago Ferri
30/09/2017
19:33
São Paulo (SP)

O gramado recém-plantado do Allianz Parque não resistiu à forte chuva que caiu na tarde deste sábado na Zona Oeste de São Paulo. Antes de começar o clássico entre Santos e Palmeiras, o lado oeste estava cheio de poças, e funcionários da arena até tentaram fazer buracos para facilitar a drenagem. Além disso, houve um apagão minutos antes do início do jogo.

"Um volume de chuva muito acima do normal atingiu a arena nesse sábado. O que ocorre é que como os rolos de grama pré-plantados possuem uma espessura muito grande para sua fixação no campo, a drenagem ocorre de forma um pouco mais lenta do que de costume. Se fosse uma chuva menos intensa, não haveria nenhum tipo de problema", disse a construtora, em comunicado enviado para a imprensa.

Depois de o Allianz receber um festival de rock entre os dias 21 e 26 de setembro, foi plantado um gramado totalmente novo - o processo foi finalizado na madrugada de sexta. Esta técnica já tinha sido utilizada em abril e deu bons resultados. Desta vez, a chuva no dia seguinte à instalação atrapalhou muito.

O tempo ruim ainda gerou uma queda de energia que deixou o estádio do Palmeiras apagado por cerca de dez minutos. Também de acordo com a WTorre, houve uma oscilação no fornecimento de energia na rede pública. Quando isso ocorre, é preciso de seis minutos para que os refletores sejam religados, como de fato aconteceu.

Leia o pronunciamento completo da WTorre:

"O Allianz Parque tem investido pesado nos últimos meses para desenvolver em nosso país nova tecnologia de plantio rápido do gramado. Essa inovação tem se mostrado extremamente eficaz, garantindo ao Palmeiras, além de um número maior de jogos em sua casa, um gramado de alta qualidade em todos as suas partidas.

No entanto, um volume de chuva muito acima do normal atingiu a arena nesse sábado. O que ocorre é que como os rolos de grama pré-plantados possuem uma espessura muito grande para sua fixação no campo, a drenagem ocorre de forma um pouco mais lenta do que de costume. Se fosse uma chuva menos intensa, não haveria nenhum tipo de problema.

Como é de conhecimento público, essa técnica é extremamente nova no país. Ainda existem aprendizados e temos trabalhado constantemente para o aperfeiçoamento desse novo sistema. Temos orgulho do nosso pioneirismo e por sermos responsáveis pelo desenvolvimento dessa nova técnica, algo que começa a ser replicado por outros estádios brasileiros."