Gabriel em Nacional x Palmeiras (foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras)

Gabriel em ação na partida contra o Nacional, no Uruguai, pela Copa Libertadores (foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras)

Thiago Ferri
14/04/2016
12:00
São Paulo (SP)

Após oito meses, Gabriel voltará a jogar no Allianz Parque nesta quinta-feira. Foi na arena do Palmeiras que o volante rompeu o ligamento cruzado do joelho esquerdo, dia 2 de agosto, durante o jogo contra o Atlético-PR. Desde então, ele foi ao Palestra Itália apenas para assistir aos seus companheiros, como no título da Copa do Brasil.

– Vai ser emocionante. A atmosfera, o estádio lotado com a nossa torcida, um jogo de Libertadores, decisão. Vai ser maravilhoso, faltam algumas horas para acontecer, então agora tem de manter concentrado, baixar a ansiedade para não atrapalhar. Se a gente conseguir a classificação vai ser um dos dias mais felizes – disse o meio-campista.

Gabriel teve boa recuperação e desde o início do ano vinha realizando atividades com bola. Sua primeira chance em um jogo, porém, veio apenas após a chegada de Cuca. Dos oito jogos com o treinador, o meio-campista jogou em cinco.

– Estou feliz com o retorno, ainda tenho que melhorar muito na parte técnica, na parte física, também. Mas isto é normal, estou me sentindo bem, 100%. Com a sequência de jogos vai melhorar cada vez mais - finalizou.

Confira o bate-bola com o volante em entrevista exclusiva ao LANCE!

Qual a expectativa para esta noite?
Ah, enorme, estamos concentrados, colocamos na cabeça de que temos de pensar só no nosso jogo e deixar Nacional e Rosario para depois. Temos de fazer gols de vantagem e se pensar no outro jogo podemos dispersar.

O que fazer para não deixar a ansiedade atrapalhar no jogo?
A gente tem que fazer gols e não pode tomar. Vamos ter de abrir o time com cuidado atrás para não tomar gols, contra-ataques ou sustos. O Cuca não tem muito tempo de trabalhar no campo, mas as conversas vão ajustando os detalhes. O Palmeiras no Allianz é muito forte, a torcida vai lotar, nos empurrar do começo ao fim. Não dá para tentar matar o jogo rápido, porque pode ser surpreendido.

Você já passou por uma situação parecida, de virada improvável?
Na Copa do Brasil (de 2014), uma vez com o Botafogo. Perdemos por 2 a 1 em casa e a gente tinha que ganhar de dois gols de diferença contra o Ceará. Lá, no Castelão lotado, a gente estava perdendo o jogo por 3 a 2 e faltavam dois minutos para acabar. Tínhamos de fazer dois gols em dois minutos. Conseguimos, viramos. Em um minuto tudo pode acontecer. Não podemos nos desesperar, se a bola não entrar.