Fellype Gabriel - Palmeiras

Fellype Gabriel foi contratado pelo Palmeiras em maio (Foto: Ag. Palmeiras)

LANCE!
11/11/2015
16:27
São Paulo (SP)

O Palmeiras perdeu por 2 a 0 para o Vasco, a torcida cantou em tom de cobrança no Allianz Parque e os jogadores foram cobrados pela diretoria em reunião de quase uma hora no vestiário. Em meio a todo esse clima de tensão, um jogador tinha motivos para comemorar: Fellype Gabriel, que enfim estreou pelo clube. Ele substituiu Egídio no segundo tempo do jogo de domingo.

- Foi um momento muito feliz, uma vitória particular, apesar da derrota.  Jogar depois de um ano e dois meses parado é bem complicado, nos primeiros cinco minutos você quer o ar e não vem (risos) - disse o camisa 30.

- É justamente você arrumar uma coisa de bom em tudo que aconteceu de ruim. Depois de ficar um ano e dois meses sem jogar, para um jogador que é super competitivo e passou bastante coisa durante esse ano, ter a oportunidade de entrar é uma vitória. Meus familiares sabem o que eu passei, o pessoal que esteve comigo me recuperando. Eu considero uma vitória - acrescentou.

Convocado até para a Seleção Brasileira quando defendia o Botafogo, em 2012, Fellype Gabriel rompeu o ligamento cruzado do joelho esquerdo a serviço do Sharjah FC (EAU), em agosto do ano passado. O retorno ao futebol tinha tudo para acontecer seis meses depois, mas uma fissura em um osso do mesmo joelho atrapalhou os planos.

No Palmeiras desde maio, o jogador fez trabalhos físicos especiais enquanto aguardava sua regularização na CBF. Depois de ser relacionado para sete partidas, mas sem jogar, ele sofreu com uma inflamação na região lombar, da qual se recuperou recentemente. Em agosto, Fellype contou ao LANCE! que os filhos Yan, oito anos, e Yasmin, sete, faziam cobranças diárias em casa.

- A cobrança era grande, de torcedor e principalmente em casa. Minha filha falava: "Fala para o treinador te botar, porque senão vou lá falar com ele". Criança não entende muito, eu falei que ia continuar trabalhando e na hora que o papai tivesse a chance ia aproveitar - lembrou ele, que continua sendo cobrado:

- Ela quer que eu seja titular, não quer banco, não (risos).