Thiago Ferri
11/08/2016
07:35
São Paulo (SP)

Há dez dias, Róger Guedes só tinha perdido um jogo do Brasileirão, suspenso. Mas a queda de rendimento do atacante lhe não custou não só a vaga entre os titulares, como a preferência entre os reservas. Nas últimas duas rodadas, o camisa 23 não saiu do banco e mesmo com muitos problemas no ataque não é o favorito para enfrentar o Atlético-PR, no domingo.

Veloz, Róger não costuma jogar como uma referência e esta é a posição sem dono para a próxima rodada. Na terça, no empate por 1 a 1 no jogo-treino contra o Nacional, ele foi testado como o jogador mais adiantado no primeiro tempo, mas pouco criou. Na etapa final, jogou ao lado de Rafael Marques e também foi mal: teve a chance de marcar ao driblar o goleiro, mas tocou a bola e desperdiçou o lance.

Além da má fase do atacante de 19 anos, pesa contra a última atuação do time com ele, Erik e Dudu juntos – a derrota para o Atlético-MG. Uma semana depois, Róger perdeu a bola no primeiro gol do Botafogo e foi substituído. Desde então, até Allione passou a ser mais usado por Cuca.

Sem Alecsandro, Barrios e talvez Leandro Pereira, Rafael Marques surge como a principal opção para a próxima rodada. Assim, o ex-jogador do Criciúma ficaria mais uma vez no banco. Cenário inimaginável para quem se entendeu tão bem com Gabriel Jesus e chamou a atenção na melhor fase do Verdão no Brasileiro a ponto de ter uma oferta de R$ 29 milhões do Spartak Moscou negada.

O Palmeiras deixou pré-acertado com o Criciúma a compra de 25% dos direitos de Róger por R$ 5 milhões em dezembro – já pagou R$ 2,5 milhões em outros 25%. A aposta no atacante é alta. Resta a ele mostrar que esta é só uma fase ruim, como a que passou o Verdão recentemente.