Fábio

Fábio durante treino do Palmeiras. Goleiro recebe nova chance neste domingo (Foto: César Greco/Divulgação)

Thiago Ferri
29/11/2015
08:05
São Paulo (SP)

Pensando na final da Copa do Brasil, o Palmeiras joga neste domingo, contra o Coritiba, cheio de reservas. À primeira vista, a partida vale pouco, afinal o time ficou distante do G4 e está no meio da tabela do Brasileirão. Mas no elenco, é a chance para alguns deixarem uma boa impressão neste fim de ano. Fábio é o principal exemplo disto.

Cria da base palmeirense e tratado como uma grande aposta desde os tempos de Felipão, o goleiro quer melhorar sua imagem depois da péssima sequência em 2014.

Quando Fernando Prass fraturou o cotovelo, o camisa 47 foi o escolhido para assumir a vaga e teve um início promissor – seu segundo semestre, porém, ficou marcado por falhas. Decisivo negativamente em seis jogos, o goleiro perdeu a vaga para Deola, que jogou cinco vezes até Prass conseguir voltar.

Desde a derrota para o Fluminense por 3 a 0, no dia 14 de setembro de 2014, Fábio não jogou mais. Jailson, então reserva do Ceará, foi trazido no fim do Brasileiro para ser o reserva, tirando espaço de Fábio e Deola, que saiu no fim da temporada.

Diante dos problemas com a lesão de Prass e a inconstância dos reservas, Aranha saiu do Santos em janeiro para tornar-se mais uma opção. Fábio, com isso, virou o quarto reserva para a meta e só tem sido relacionado pelas recentes lesões do camisa 25, ainda recuperando-se de uma pancada no gramado, e de Jailson, que operou o tendão de Aquiles.

Nesta tarde, nem Prass foi relacionado – será apenas sua terceira ausência no ano. Nas outras duas, Aranha e Jailson jogaram. Chegou a vez de Fábio. Além dele, outros oito jogadores criados no clube estão relacionados: Vinicius Silvestre, Nathan e Julen, além do quinteto do sub-20, Taylor, Augusto, Daniel, Juninho e Jobson.

Atlético-MG x Palmeiras - Fabio (Foto: Gil Leonardi/LANCE!Press)
Fabio acumulou falhas em 2014 (Foto: Gil Leonardi/LANCE!Press)


O 2014 DE FÁBIO
Primeira vitória
Integrado aos profissionais em 2010 por Luiz Felipe Scolari, Fábio era a terceira opção em 2014, e Bruno, o substituto imediato, tanto que entrou no lugar de Prass no jogo contra o Flamengo, aquele em que o titular se lesionou. Na partida seguinte, porém, Fábio ganhou a disputa e entrou na equipe.

Promissor
Com Alberto Valentim de técnico-interino, o camisa 47 chegou a ficar quatro partidas sem ser vazado, e chamou a atenção com boas atuações, como no triunfo sobre o Vitória, no Barradão. Nos oito jogos até a pausa para a Copa do Mundo, Fábio sofreu apenas seis gols e estava em boa fase quando Ricardo Gareca chegou.

Início do calvário
O técnico argentino fez sua estreia contra o Santos, e Fábio falhou no primeiro gol da derrota por 2 a 0. Com Gareca no comando, o goleiro errou ainda nos jogos contra São Paulo, Sport e Inter, partida que marcou a demissão do então treinador.

Fim trágico
Dorival Júnior decidiu manter o goleiro no time, mas por pouco tempo: no terceiro jogo do técnico, Fábio errou no terceiro gol do Fluminense e por conta disso acabou barrado. Depois do Mundial, foram 17 partidas e 22 gols sofridos. Deola, que havia voltado de empréstimo, entrou, mas também não foi bem, tendo sido o titular nos 6 a 0 para o Goiás.