Fellipe Lucena e Thiago Ferri
29/04/2016
10:30
São Paulo (SP)

Fabrício e Fabiano já se apresentaram na quinta-feira ao Palmeiras. De manhã, o lateral-esquerdo e meia foi a campo com o restante do elenco, enquanto o lateral-direito esteve na Academia de Futebol à tarde, mas não participou do treino fechado para a imprensa. Os ex-cruzeirenses, que devem ser anunciados nesta sexta, darão a versatilidade desejada por Cuca para o elenco no Brasileirão. Tchê Tchê, destaque do Osasco Audax no Paulistão, também tem esta característica e se apresentará depois do Estadual.

Emprestado até o fim de 2017, Fabrício, de 29 anos, fará as mesmas funções de Zé Roberto. O jogador é visto por Cuca como uma opção tanto para a lateral quanto para atuar aberto pela esquerda no meio de campo, em esquema similar ao que funcionou bem contra o Corinthians. Na ocasião, o atleta de 41 anos foi titular, mas por conta da idade sabe-se que o camisa 11 não pode jogar tão frequentemente.


Na quinta, justamente os dois passaram boa parte do treino conversando. Em seu terceiro grande clube no último ano (Inter, Cruzeiro e agora Palmeiras), Fabrício terá de conter seu temperamento, que gerou a briga com a torcida colorada que culminou em sua saída de Porto Alegre, além de outras expulsões e bate-bocas em campo. Cuca afirma que já teve uma “conversa franca” com o novo comandado.

Campinhos
Como jogam Fabrício e Fabiano (Reprodução)

Fabiano, de 24 anos, ficará no Verdão até dezembro e é um lateral mais defensivo, que começou a carreira jogando como zagueiro. Com ele, Cuca poderá dar mais liberdade para que Egídio apoie mais.

Além disso, deixará que Jean volte ao meio-campo. O camisa 17 vinha atuando na lateral durante a má fase de Lucas, envolvido na troca com o Cruzeiro junto de Robinho, só que o técnico agora planeja usá-lo como volante para qualificar a saída de bola.

Tchê Tchê, um dos principais jogadores da sensação deste Campeonato Paulista, já atuou como lateral-direito, volante e meia. No time de Fernando Diniz, a movimentação é constante. Para Cuca, a equipe adquire um padrão a partir do momento em que é possível mudar um esquema sem mudar peças. Pois os primeiros reforços já começam a dar esta cara ao elenco do treinador.