Libertadores - Palmeiras x River Plate Uru (foto:(Foto: Bruno Ulivieri /Raw Image)

Egídio abriu o placar na goleada em cima do River Plate (Foto: Bruno Ulivieri /Raw Image)

Thiago Ferri
18/04/2016
08:00
São Paulo (SP)

Reserva no fim da passagem de Marcelo Oliveira, Egídio vive nova fase desde a chegada de Cuca. Mais confiante e novamente jogando bem, o lateral-esquerdo será titular nesta segunda-feira, às 21 horas, contra o São Bernardo, pelas quartas de final do Paulista, no Allianz Parque.

Criticado durante a má fase do Verdão, o camisa 6 foi uma das mudanças do novo técnico, que o usou como titular em sete de seus nove jogos. Para recuperar Egídio, Cuca apostou na conversa.

– O Cuca falou que queria ver o Egídio que ele conhecia, que ele jogou contra, aquela fumaça que era (risos). Com a confiança do treinador eu tenho desempenhado bons jogos – disse Egídio, ao LANCE!.

O lateral e o técnico trabalharam juntos no Flamengo e conquistaram o Carioca, em 2009. Na época, o atleta ainda tinha 22 anos e era reserva. Quatro anos depois, o reencontro, mas como rivais – Egídio como um dos destaques do Cruzeiro campeão brasileiro e Cuca à frente do Atlético-MG vencedor da Libertadores.

– Ele (Cuca) queria me ver jogando, como foi em 2013, porque em 2014 ele foi embora. Fico feliz com a confiança do treinador, todos com a confiança do seu chefe vão desempenhar um trabalho melhor. Mas não adianta só isso se em campo não mostrar – acrescentou o lateral.

De fato, Egídio tem correspondido à aposta do treinador, que colocou Zé Roberto no banco de reservas. Contra o River Plate (URU), o camisa 6 abriu o placar na goleada por 4 a 0 e foi um dos melhores em campo. A atuação, porém, de nada adiantou, já que o Verdão acabou eliminado na fase de grupos da Libertadores.

Resta agora o Paulista. São quatro jogos até a conquista do Estadual, sendo o duelo desta noite no Allianz Parque a primeira decisão.

Classificar o Verdão à semifinal e manter-se em alta é a meta de Egídio para esta noite. Depois de ouvir que merecia uma chance na Seleção em sua melhor fase no Palmeiras e tornar-se um dos mais atacados quando a equipe não ia bem, o lateral mostra-se pronto para não deixar a atual série empolgar.

– Eu aceito as críticas. As pessoas cobram de quem tem potencial. Isto fez com que eu cada vez mais quisesse confiança e força para dar a volta por cima. O que mais me cobro agora é não descansar, manter os pés no chão. Vou querer sempre batalhar mais - encerrou.

Egídio
Lateral vê time voltar aos eixos com Cuca (Foto: Cesar Greco)

Lateral levou puxão de orelha
Para Cuca, Egídio foi um dos melhores contra o River, mas o técnico chamou a atenção do lateral que atacou muito, até quando Jean, o outro lateral, era quem apoiava. O camisa 6 entendeu o puxão de orelha.

– Na base, lateral quando ataca pelo outro lado vira terceiro zagueiro. Eu sabia disto. Mas era atípico, nós tínhamos de fazer três gols, não poderíamos tomar e não teve perigo do meu lado, até porque combinei com o Matheus Sales para segurar mais por ali. O Cuca tem razão, lógico que tem razão. Lógico que primeiro tenho de marcar para depois atacar.

Confira um bate-bola com Egídio, ao LANCE!

Por que você caiu tanto de rendimento até a chegada de Cuca?
Eu cheguei, cresci pra caramba no Palmeiras, as pessoas cogitando Egídio na Seleção. Cresci com o time, e assim como todo mundo caiu de produção, o peso caiu mais em cima de mim porque acho que não estava jogando tão mal. Ninguém estava se destacando. Eu era um destes.

Você era dos mais criticados...
Talvez o peso ficou maior em mim, porque fui eleito duas vezes o melhor lateral do Brasil, bicampeão brasileiro, enfim... Mas isso é normal no Brasil. O Palmeiras é gigante, então a gente fica feliz pelo momento de hoje, não chateado pelo momento que passei.

Egídio deu três passes para gol em 2016 e marcou uma vez até agora nesta temporada

O que fez o Cuca para recuperar o time neste mês de trabalho?
O Cuca foi implantando o jeito dele. Ele varia as formações e todo mundo está entendendo. Cada um no seu setor fazendo seu trabalho bem feito, como ele tem ordenado. Ele fala um por um como quer que jogue. Ele também é muito emocional, motiva muito o time. Estamos evoluindo, ainda não está no ideal, mas está evoluindo.

A mudança de atitude foi mais importante do que a parte tática?
Com certeza. Estávamos cobrando que falávamos, mas não fazíamos. Hoje o time é compacto, aguerrido, um joga pelo outro, com confiança. A cobrança de cada um, respeitando o outro. Se tem de brigar, briga no campo, mas se abraça no vestiário, tudo para ter um Palmeiras cada vez melhor.