Thiago Perdigão
28/11/2016
11:45
São Paulo (SP)

Dudu aproveita indecisão da zaga do Santos, acredita na jogada e toca para o gol. Vibra como um louco, vai na torcida e faz festa. Depois, um vacilo e após o drama dos pênaltis, o Verdão confirma o título. A comemoração da conquista foi intensa. O camisa 7, um dos heróis daquele título, festejou. Chorou. Vibrou. Gritou. Cantou. Fez festa. E até careta...

Era madrugada de 3 de dezembro de 2015. O Palmeiras acaba de conquistar seu 11º título nacional.

Corta para 2016.

"Falo para o torcedor acreditar, lotar essa arena, que vamos ser campeões", Dudu, em 6 de novembro, após vitória contra o Inter

A temporada não começou bem para o Palmeiras. Alguns vacilos que culminaram na eliminação da Libertadores, logo depois da chegada do técnico Cuca. E problemas com o treinador fizeram com que Dudu perdesse um pouco de espaço, ficando no banco de reservas em algumas partidas do Brasileiro.

Mas a relação melhorou, Dudu continuou mostrando bom futebol e retomou o seu lugar como titular. Depois, assumiu o posto de capitão do time. Algo que parecia improvável, mas que se mostrou uma boa e justa decisão. Por tudo o que o atacante representa para o clube.

Os números continuam bons, com gols e assistências decisivas durante todo o Brasileirão. São 109 jogos e 25 gols pelo Palmeiras. Além da qualidade técnica, o camisa 7 cresceu como líder e se consolidou como um dos favoritos da torcida. Identificação que só aumenta.

Chamado de Guerreiro pelos torcedores, mostrou o quanto ele “sente” o Verdão quando chorou logo depois da vitória sobre o Internacional, na rodada 34. Fez o que muitos torcedores fizeram no Allianz Parque, mesmo sem o título estar garantido. Sabia ali que o final da trilha estava próximo. Com o desfecho esperado por todos. E nada mais emblemático do que o camisa 7 levantar o troféu esperado há 22 (longos) anos.

Dudu, o volante, foi o capitão das Academias, que colecionaram títulos nacionais entre 1960 e 70. Dudu, o atacante, é um dos grandes nomes de agora. Chega de espera. Agora é comemorar! E chorar. Como Dudu!