Fellipe Lucena
22/12/2016
08:15
São Paulo (SP)

Campeão brasileiro de 2016, o Palmeiras sabe que será alvo preferencial de clubes europeus e chineses nesta janela de transferências. Mas ao contrário do Corinthians, campeão em 2015 e vítima de um desmanche logo em seguida, o Verdão espera manter todos os seus principais jogadores para 2017.

Nomes que despertam cobiça não faltam. Os principais são jovens: Mina, Vitor Hugo, Róger Guedes e Dudu. Todos estão no planejamento do clube para a Libertadores, que em 2017 durará praticamente toda a temporada.

O primeiro passo para ter autonomia na decisão é manter contratos longos. Vitor Hugo está vinculado ao Palmeiras até julho de 2021, Róger Guedes até março do mesmo ano, Dudu até o fim de 2018 e Mina até maio de 2021. Os três primeiros tiveram propostas recusadas durante o Brasileirão e esperam novas investidas nesta janela ou na próxima, enquanto o colombiano agrada ao Barcelona, que tem por contrato uma preferência para levá-lo - desde que o Palmeiras decida vender.

O Zenit (RUS) e o Spartak Moscou (RUS), além de clubes italianos, já fizeram sondagens sobre Guedes. No caso de Vitor Hugo, a proposta recusada era da Fiorentina (ITA). Já Dudu deve voltar a receber oferta do futebol chinês, para onde quase foi em julho.

O percentual dos direitos econômicos também é importante para ter poder de barganha. Um dos maiores desafios do clube na hora de vender Gabriel Jesus era lidar com o fato de ter apenas 30% dos direitos econômicos do garoto. No fim, o clube entrou em acordo para receber 10% que pertenciam a Jesus e Cristiano Simões, seu empresário, e foi à Justiça para ficar também com os 22,5% que pertenciam ao ex-agente do atacante, Fábio Caran, que teria feito uma manobra irregular.

Para não sofrer com isso de novo, o Palmeiras deixou pré-acordadas as compras de mais 25% de Róger Guedes do Criciúma por R$ 5 milhões (hoje o clube tem 25%) e de mais 50% de Dudu do Dinamo de Kiev por 3 milhões de euros (hoje tem 50%). No caso de Guedes, a prioridade vai até o fim deste ano. No de Dudu, até o fim de 2018.

Antecipar as renovações de contrato é outra estratégia. Destaque do Brasileirão, Moisés tem vínculo somente até o fim de 2017, mas já com opção de renovar até o fim de 2019. Uma conversa sobre o tema deve ocorrer nos primeiros meses do novo ano. Thiago Santos ainda tem vínculo até o fim de 2018, mas recebe salários "de América-MG", clube do qual foi contratado, e um reajuste está em pauta.