Ana Canhedo e Rafael Bullara
06/09/2016
06:55
São Paulo (SP)

Sucessor de Rogério Ceni no São Paulo, o goleiro Denis terá de se desdobrar para mudar o cenário do Tricolor no Allianz Parque: foram sete gols sofridos nos dois jogos disputados no estádio. Todos com o ex-arqueiro são-paulino embaixo das traves. Para os palmeirenses, as lembranças do Choque-Rei em casa são ótimas. Em março de 2015, Robinho abriu o placar com golaço do meio-campo para a vitória alviverde por 3 a 0. Rafael Marques fez dois. Em junho, nova goleada palmeirense por 4 a 0 (veja detalhes abaixo).

Agora, é a vez dos dois times se reencontrarem no Allianz Parque. Se o ex-capitão são-paulino Rogério Ceni levou sete, Denis não teme goleadas. Pelo contrário, se apoia no empate por 1 a 1 com o Corinthians, na Arena, em Itaquera, pelo Campeonato Brasileiro, para ficar tranquilo quanto a partida desta quarta-feira, às 21h45, no Allianz Parque. 

– Claro que o jogo é difícil. Mas vou lembrar que tivemos um clássico contra o Corinthians, logo depois da (eliminação do São Paulo da) Libertadores, a maioria das pessoas já dava o jogo como perdido, e fomos lá e saímos com o empate, merecedores da vitória. O que temos de fazer é lutar, se empenhar, para fazer um grande jogo – disse Denis, em coletiva de imprensa. 

No entanto, é justamente na Arena do Corinthians onde Denis tem retrospecto ruim: sofreu 12 dos 14 gols já marcados pelo Alvinegro no São Paulo desde a inauguração. Cabe a Denis repetir a boa atuação da última partida do São Paulo em Itaquera para tentar parar o líder do Brasileirão.

Enquanto o Palmeiras tem folga de três pontos na ponta da tabela, o São Paulo, em 12, está a apenas quatro do rebaixamento, não vence há três jogos e se fechou no CT da Barra Funda por uma semana depois de ter o local invadido por torcedores. A crise, de acordo com o camisa 1, não entra em campo. 

– Todo clube tem seu ponto fraco. Cabe a nós, acharmos o deles. Achar alguma limitação. Estamos estudando o Palmeiras – seguiu Denis.

Para seguir no topo e começar a sequência mais complicada do ano (Grêmio, Flamengo e Corinthians são os próximos adversários), o Palmeiras pode contar com uma ajuda especial: artilheiro do Brasileirão, ao lado de Sassá e Robinho, com 10 gols, Gabriel Jesus deve estar, ao menos, à disposição de Cuca.

OS SETE GOLS
Robinho
Rogério Ceni sai jogando errado e o volante, do meio de campo, domina no peito, deixa a bola quicar e acerta um belo chute por cobertura. Gol rendeu até placa dois dias depois do jogo.


Rafael Marques
Dudu faz jogada pela esquerda e toca rasteiro para o meio da área. Robinho passa pela bola e ela chega até Rafael Marques. Ele ajeita e bate cruzado de perna direita.

Rafael Marques
Novamente o atacante. Depois do cruzamento de Zé Roberto da esquerda, Rafael pega de primeira de perna direita e fecha a goleada em jogo válido pelo Paulistão do ano passado.

Leandro Pereira
Pelo Brasileirão-2015, Egídio toca rasteiro da esquerda e o atacante pega de primeira. A bola bate em Souza, Ceni toca nela, mas não evita o gol.


Victor Ramos
Robinho cobra escanteio da direita na cabeça de Victor Ramos. Ele escora no canto direito baixo de Rogério.

Rafael Marques
Em contra-ataque, Arouca toca para Egídio na esquerda. Ele dá passe longo rasteiro para Rafael Marques, que toca de pé direito para aumentar o placar. É o terceiro gol de Rafael Marques em dois jogos contra o São Paulo no Allianz Parque.

Cristaldo
Outra assistência de Egídio. O lateral cruza da intermediária na cabeça de Cristaldo, que havia entrado há pouco tempo na partida. O argentino finaliza, Rogério toca na bola, mas não evita o quarto gol do Palmeiras.

OS TRÊS GOLEIROS MAIS VAZADOS NO ALLIANZ 

Rogério Ceni
Levou sete gols em duas partidas no Allianz. Pelo Paulistão do ano passado, foram três e no Brasileirão-2015 outros quatro gols.

Diego Cavalieri
Revelado pelo Palmeiras, ele esteve três vezes no estádio e sofreu seis gols. Foram nos Brasileirões de 2015 e 2016, além da semifinal da Copa do Brasil do ano passado.

Ruan
O arqueiro do Sampaio Corrêa foi vazado cinco vezes na derrota por 5 a 1 na Copa do Brasil do ano passado. É a maior goleada do Allianz.