Fellipe Lucena, Thiago Ferri e Thiago Salata
06/05/2016
07:05
São Paulo (SP)

Cuca tem uma obsessão: fazer do Palmeiras o campeão brasileiro de 2016. O caminho até a glória passa pelos 19 dias sem jogos que as eliminações no Paulista e na Libertadores deram ao clube. É por isso que o técnico, que admite sofrer demais nas derrotas, não sentiu tanto essas quedas.

- Essas (eliminações) aí eu administrei bem. Tenho um ditado comigo: tudo o que Deus faz é bom. A gente só tem que saber se é Deus que faz, porque às vezes você pensa que é, mas é a coisa ruim. Se eu estou aqui hoje, é para estar trabalhando essas duas semanas e meia e entrar forte no Brasileiro. Mas aí eu tenho que cobrar deles (jogadores) o Brasileiro. Eu podia ter passado nos pênaltis, estar na grande final, e de repente não estaria fazendo esse trabalho dentro e fora de campo - disse o comandante, nesta entrevista ao LANCE!.

Nas próximas linhas, Cuca fala sobre seu retorno ao clube do qual já foi torcedor e jogador, das mudanças que tem feito no elenco e da afirmação de que o título virá.

LANCE!: Você tem repetido que será campeão brasileiro. Não teme que seja uma pressão extra e que motive os rivais?
Cuca:
Bom, você deveria estranhar se eu chegasse aqui e dissesse: “Olha, eu vou lutar para não ser rebaixado”. Aí sim você ia ver o grupo abatido, sem rivalidade nenhuma, porque daí ninguém ia quer ser meu rival, né? Eu tenho que ter isso na minha cabeça. Eu tenho um lugar bom, tenho um time bom, então tenho que ser campeão. E vou em busca disso.

Essa resposta lembrou um pouco o estilo do Felipão. O pessoal do clube e a torcida veem semelhanças entre vocês.
Eu não convivi muito com ele, o pouco que convivi foi lá no Grêmio, como jogador dele, uns dois anos. É uma pessoa que eu admiro muito, gosto muito, acho que ele fez muitas coisas boas para clubes e para a Seleção. Sem dúvida nenhuma, foi e é um grande profissional.

Vemos você conversando muito com os jogadores. Falou com Robinho e Lucas antes da troca com o Cruzeiro?

Sim, foi conversado com eles. Por mais difícil que sejam, algumas decisões você tem de tomar. A gente conversa, explica para o jogador, você tem o direito de fazer essa opção. Já falei dos dois meninos, tanto o Lucas quanto o Robinho, acho que os dois vão jogar bem, vão servir bem ao Cruzeiro. E acho também que os dois que vieram vão servir bem aqui. Foi um negócio de ocasião que apareceu, com mudanças de características, tanto do Fabiano com o Lucas quanto do Fabrício com o Robinho, vai ser bom para o Brasileiro.

Temeu que as trocas gerassem insegurança no grupo?
Segunda-feira, quando formos sair para Atibaia, já vai um grupo mais definido para o segundo semestre. Isso é natural no futebol. Quando você tem um grupo muito grande, precisa fazer alguns ajustes, todos aqui sabem que funciona assim. É bom eles estarem sabendo disso também, sabem que futebol é assim e têm de fazer o melhor para estarem dentro desse grupo para o segundo semestre.

De 1 a 100, o quanto o elenco já está pronto?

Ah, não tem um número para dizer, mas acho que já atingimos uma grande parte. Aí entram outros predicados que o futebol exige, que é a parte técnica, a parte física e a parte tática. Os jogos vão te amadurecendo, vão te tornando uma equipe forte. Não vai ser assim: "Contra o Atlético-PR, um novo Palmeiras!". Vai ser gradativo.

Os jogadores têm reagido bem a esse período de trabalho?
Estão trabalhando muito bem. Eles sabem que quanto mais eles trabalharem agora mais vão colher no segundo semestre. É uma oxigenada boa, uma abastecida boa, para ter um segundo semestre bom, com o mínimo de lesões possível. Essas duas semanas e meia vão ser boas.

Falando em lesões, o Cleiton Xavier sofreu muito com isso e agora parece estar bem.
O teste físico dele foi muito bom, esteve entre os principais na resistência. Tem que aprimorar algumas outras coisas, é natural, mas essa crescida física que ele está dando vai ser muito importante.

Dá para acreditar que ele vá engrenar no Brasileirão?
O Cleiton é um jogador diferenciado, um armador diferenciado. Tem diversos tipos de armadores. Tem armador que é ponta de lança, sempre chegando junto do atacante, tem armador de velocidade e tem armador que é mais técnico, como o Robinho e o Cleiton. O Cleiton, onde passou, foi muito bem. Aqui ele teve esse problema de lesão, agora está recuperado, e a gente conta com ele, sem dúvida nenhuma.

Ainda precisa de outro meia?
Depende. Você pode pensar de diversas formas. Você tem o Dudu, que pode fazer essa função, você pode jogar com duas linhas de quatro, com dois meias e dois atacantes, em que praticamente esse meia vira um segundo volante, e o Allione pode fazer isso, o próprio Fabrício, que veio na condição de ser um volante, lateral, meia. Acho que estamos bem servidos.

“Perguntam como o Cuca libera o Robinho... Tem o Vitinho, um menino que está brotando. A gente está vendo, vai ceder espaço a ele. Ninguém aqui está fazendo nada à la louca, as coisas são planejadas", diz Cuca

Você acha que o camisa 10 está em falta no futebol do país?
Você monta o time conforme o que você tem, às vezes você não consegue fazer tudo à sua imagem e se adapta. O pessoal fala muito: “P..., mas tem 39 e contratou mais cinco, seis”. Para trazer mais cinco ou seis foram tirados oito ou nove. Para saírem esses oito ou nove, vai desagradar alguém. No Atlético-MG foram tirados 20 e trazidos outros 20 para depois ter um resultado. Em outros clubes em que a gente passou foram feitos ajustes, como estão sendo feitos aqui. Tem a chegada do Mina, que é um zagueiro rápido, jovem, pensando no Palmeiras de hoje e de amanhã. Tem a chegada do Tchê Tchê, que joga de lateral-direito, segundo volante, primeiro volante, ponta direita. Tem a chegada do Róger Guedes, que é jovem. Tem a chegada desses dois meninos que eu subi, o Vitinho e o Augusto, que já provaram que têm potencial. O Vitinho é um meia! Se a gente fica com todos os meias com a mesma característica, você não usa o Vitinho. “Como o Cuca libera o Robinho?”. Tem um menino que está brotando, a gente está vendo, vai ceder espaço a ele. Ninguém aqui está fazendo nada à la louca, as coisas são planejadas. De repente eu ainda tenho uma necessidade no elenco. Vou tentar sanar isso para fechar o elenco.

Essas mudanças  e contratações em abril e maio atestam que o trabalho não foi bem feito para o primeiro semestre?
A gente não pode falar numa coisa passada. Falo do meu caso. Fiquei um mês e meio com jogo, jogo, jogo, detectei algumas coisas que acho importantes para fazer, estou fazendo, encaixando dentro do que se pode fazer para a gente ficar mais forte.

"Tem de ter movimentação, criação de espaço, e disso eu sentia falta aqui no Palmeiras", revela

Você diz que quer montar um time com a sua feição. O que você identificou que faltava?
Se você for um time pragmático, vai ser facilmente marcado. Hoje o pessoal vem aqui atrás marcar. Tem de ter movimentação, criação de espaço, e disso eu sentia falta aqui no Palmeiras. É assim que eu gosto de trabalhar. Nos times que eu tenho a condição de montar, gosto de ter versatilidade, jogador que flutue, se desmarque, rode para criar espaços. É em busca disso que eu estou indo.

O time ideal terá um centroavante fixo ou prefere a função que Alecsandro vem fazendo, de sair mais? Dentro disso, conta com o Barrios?
Se está aqui, é porque a gente conta. A gente não pode jamais pensar outra coisa. O Alecsandro não é um centroavante, é um jogador que gosta de sair da área, de vir do lado. Eu tenho ideias também dentro da minha concepção de jogo. Quando a gente pôs o Gabriel Jesus para dentro, é porque eu vejo nele uma condição de atacante também. O Guedes é atacante, não é ponta direita. Eu quero testar os dois, o Guedes e o Gabriel Jesus juntos, sem o centroavante, os dois fazendo isso. Tenho tempo para treinar, se me agradar, pronto. Se não agrada, você tem isso como opção de jogo. O tempo vai me dar essa resposta, os treinamentos, as práticas que a gente vai fazer.

O seu Atlético-MG era o Galo Doido. Vem aí o Porco Doido?
Lá tinha jogadores que rodavam bastante, não tinha muita posição fixa, mas eles tinham um senso tático bom. Tinha Ronaldo, Jô, Bernard e Tardelli. É difícil você jogar com esses quatro jogadores em Libertadores, fora de casa, se eles não tiverem pelo menos a passagem da linha da bola para ajudar atrás. Aqui a gente tem uma equipe mais jovem. É como eu falava no Atlético: “A gente está montando um Atlético aqui que não é para esse ano, é para colher em três, quatro, cinco anos”. Aqui, essa montagem, esses ajustes, são para o Palmeiras de hoje e de amanhã. Esses meninos jovens, em um ou dois anos vão encorpar de todas as formas. Mas eu não penso em ganhar título no ano que vem porque não sei se estarei aqui. Penso nesse ano, por mais difícil que seja.

Você tem fama de motivador, mas parece ser bem estudioso.
Mas eu não sou motivador. Se fosse, não tinha perdido as quatro primeiras aqui e nem as seis primeiras lá no Atlético. Eu ia motivar, pilhar os caras, iam ganhar aquelas seis e depois não ganhavam mais nada. O trabalho é que faz a continuidade ser boa, é nisso que eu confio. Se você jogar bem, você vai estar fadado a vencer. E se você vencer, vai disputar título. Você pode perder, jogar mal por uma razão ou outra, mas se tiver um campeonato de regularidade, jogando bem, tem grandes chances.

Você já foi vice-campeão brasileiro duas vezes e diz que sabe como jogar esse campeonato, em que alguns meses são mais importantes. Como é a preparação para o Brasileiro?

É, mas aí eu prefiro não falar, né? Vou te falar os meses mais importantes, como eu me preparo? Todo mundo está lendo você (risos). O segredo é ninguém saber o teu segredo.

Cuca dá entrevista ao LANCE! na Academia
Cuca entrevistado pela equipe do LANCE! (foto: Eduardo Viana)

Qual a maior virtude de um técnico? E o maior erro?
Tem técnicos que primam o lado família, o lado coerência, o lado técnico. Eu primo que minha coerência é minha necessidade. Às vezes eu não consigo ser tão coerente porque tenho outras necessidades. O jogador tem que entender isso. Gosto de usar o grupo, não de ter os 11 fixos. Você me perguntou se gosto de centroavante ou sem. Com e sem! Eles têm de entender que são profissionais e servem ao clube, jogando ou não. Por isso que estamos buscando jogador com senso coletivo, que sejam bons de grupo, não só quando estão jogando.

Você trouxe, além do Cuquinha, o Eudes Pedro. Ele tem feito um trabalho voltado à análise de desempenho, certo?

Sim, até nos treinos. Hoje (terça) de manhã ele anotou tudo, o rendimento dos jogadores. Ele chega depois nos jogadores e fala: "Pô, hoje você fez só dois gols em 25 chutes, hein? E é atacante". "É, né, professor? Só isso". Eles veem que tem alguém cuidando.

O técnico que não tem um profissional desse ao lado está ultrapassado?

Está. O segredo para ser um bom treinador é ter bons profissionais ao redor. Estou muito contente com a minha comissão, o Omar (Feitosa, preparador físico), o Cuquinha, o Eudes, o Alberto (Valentim, auxiliar da comissão fixa).

Qual é o seu maior arrependimento como técnico? E o maior orgulho?

Não tenho arrependimento, fiz todas as coisas que imaginava serem certas. A última vez que trabalhei aqui (em São Paulo) foi em 2004 (no São Paulo), já vão 12 anos. Lógico que muita coisa que eu fiz em 2004 hoje demoraria mais para fazer. Não tenho mais aquela velocidade, hoje já sei algum atalho, a vida ensina. Não adianta você falar para o menino: "Não compre carro, viu? Compre uma casa primeiro". Ele vai comprar o carro. Está na vida dele isso. Mas você falou, né? Então você tem de entender. Às vezes as pessoas têm de errar para aprender.

O que a passagem pela China mudou em você?

O que você traz de lá é que aprende a gostar mais de você. Teu melhor amigo é você, você está sempre com você. Começa a dar muito valor a algumas coisas, ao lado familiar, à nossa cultura. A gente fala muito mal do Brasil quando a gente está aqui, mas quando está longe a gente vê o quanto é bom. Tem algumas coisas absurdas, a falta de segurança é uma delas, que lá não tem. Mas as outras vantagens que tem aqui em relação ao Oriente são imprescindíveis. Estou muito feliz de estar de volta, muito feliz de ter ficado dois anos na China, ter vencido dois títulos e posto algumas coisas táticas boas para aqueles meninos. Acho que cumpri minha missão.

No que você mais amadureceu?

Você aprende a ter uma disciplina maior, a ter um auto-controle maior. Eu levei um soco no olho e não fiz nada, eu nem acredito, cara. Mas foi, fui defender um menino, pronto. Essas coisas vão te amadurecendo. Lá é importante essa valorização que você dá para a vida, estando longe. Falando assim, dois anos parecem fáceis, mas não é. Dentro do campo é igual, mas a vida você passa 70%, 80% fora de campo. Se comunicar via intérprete, como é difícil! Você pede para o menino: "Fala isso para ele!". "Eu não posso professor, ele é mais velho que eu". "Então me diz como é que fala isso". Aí ele falava e eu repetia para o cara. Se você não tiver paciência, você não consegue trabalhar. Muito difícil, mas aí a minha vantagem é que consigo ir para o campo e fazer alguns movimentos. Me ajudou muito.
Nota da redação: Cuca levou um soco do bandeirinha Zhan Wei em junho do ano passado, após um jogo do Shandong Luneng, quando invadiu o gramado em meio a uma confusão generalizada. Acusado de agredir o auxiliar na ida para o vestiário, levou uma multa e foi suspenso por sete meses.

O melhor Cuca é o de hoje?
O melhor é hoje, mais tranquilo também. Sofro menos. Ainda sofro demais, para falar a verdade. Gostaria de ser mais frio, que perdesse o jogo, fosse para casa e dormisse, mas não é. É a mesma merda de sempre.

Você diz que não tem mais a mesma velocidade, mas aqui tem um diretor...

(Interrompendo) Que é rápido!

E como está sendo trabalhar com o Mattos nesse período de reformulação?

É gostoso. Ele é bom, é dinâmico, é bom trabalhar com ele. A gente fala coisa e ele corre atrás, não mede esforço para me servir. Estou gostando muito de estar trabalhando com e ele e acho que vou poder ajudar ele a ficar um pouco mais lento (risos).

Quem é o melhor técnico do Brasil hoje?

O melhor técnico do Brasil hoje para mim? (pausa) O Tite. Eu estava pensando nos outros clubes, que têm grandes treinadores, mas pelo que ele tem feito nos últimos anos é o melhor.

"Era o time que eu torcia quando menino, então você está trabalhando no lugar em que queria estar e tem que ir bem. Já dei uma recuperada no terreno, já temos sete jogos sem perder. As coisas estão encaixando", disse

O que te marcou da passagem por aqui como atleta, em 1992?
Marca, né? Quando você está em um grande clube e tem uma passagem boa, ainda que rápida, marca. Era o time que eu torcia quando menino, então você está trabalhando no lugar em que queria estar e tem que ir bem. Já dei uma recuperada no terreno, já temos sete jogos sem perder. As coisas estão encaixando. Se fosse o Campeonato Brasileiro, com esses números estaria em primeiro lugar.

Estava sentindo falta desse lugar, da Academia de Futebol?

Aqui tem um lance que eu lembro sempre, do primeiro treino que eu fiz. Acho que foi o Carlinhos que cruzou, eu fui cabecear e o Marcos me quebrou o nariz. No primeiro treino... A única lembrança grande que eu tenho é essa bola (risos). Não esqueço nunca. 

Se naquela época você chegou tomando uma pancada no nariz, agora chegou tomando quatro pancadas...

(Interrompendo) No olho, no nariz... (risos)

Em 1992, você conseguiu se recuperar e levou o time à final, mas faltou o título. Agora, depois das quatro derrotas, você fala em ser campeão. Você pensa muito nesse "detalhe" que está faltando na sua trajetória aqui?

É, detalhe de 38 jogos (risos). Eu não fico pensando, vou falar para você. Eu penso na montagem boa, em ter uma equipe confiável, em trabalhar certo, firme, por mais difícil que seja, ser o mais honesto possível com os jogadores. Eles sabem que quando você tem um grande grupo não dá para contentar a todos. Às vezes é melhor um jogador bom ir jogar um ano em outro lugar do que ficar entrando de vez em quando no Palmeiras. A gente sempre vai tentar ajudar o jogador.

O que você sente quando a torcida grita "olê, olê, olê, olá, Cuca, Cuca!"? Passa um filme na cabeça?
Mais que um filme, passa uma responsabilidade maior. A confiança que o torcedor tem em você é o que eles esperam do time. O Cuca ali é o treinador, não é mais um jogador. É quem está comandando quem está lá dentro. Essa responsabilidade eu trago comigo.

Como define o temperamento da torcida do Palmeiras?
Cada torcida tem sua particularidade. O Palmeiras é um time acostumado a grandes conquistas, ganhou Libertadores, tem jogos decisivos memoráveis, sempre foi uma equipe de chegada. Vejo um crescimento muito grande em todos os sentidos, com o Allianz Parque, a condição de trabalho que é dada pelo presidente. Vejo que é um lugar pronto para ganhar, ao natural vai acontecer, tomara que seja esse ano. Se não for, vai ser no ano que vem ou no outro, está muito claro.

Mas como você define o torcedor palmeirense?
O palmeirense quer ganhar, ver o time jogando bem, não gosta muito daquele toque para trás, aquela cadência. É um torcedor que pressiona o time a jogar no ataque. Você tem de ter uma equipe que responda a essa pressão. A gente tem de entender que quando jogar no Allianz tem de jogar em cima do adversário.

Bate com o que você pensa?
Sim.

Uma última pergunta. O que você acha do Leicester, campeão inglês?
​Você sabe a história deles lá? A história do Rei Ricardo lll? Ele foi descoberto, enterrado e eles escaparam de cair. De nove, ganharem sete. A gente deve acreditar nessas coisas ou não? Pois é, né? (risos) Vamos ver o ano que vem. Você aposta neles? Nem eu. Mas esse ano deu eles. Essas coisas são boas no futebol. Aqui a gente teve o Audax, que fez isso, não sei se vai ser campeão, mas quem ia apostar?
NR: O Rei Ricardo III foi enterrado na catedral de Leicester no ano passado, 530 anos depois de morrer em campo de batalha. Sua ossada tinha sido encontrada depois de escavações em um estacionamento na cidade em 2013. Desde então, o clube local escapou do rebaixamento e foi campeão, surpreendendo a todos.