Róger Guedes

Róger Guedes tem se destacado pelo Palmeiras nos últimos jogos (Foto: Revista Palmeiras/Divulgação)

Ana Canhedo
16/05/2016
09:45
São Paulo (SP)

Cheio de personalidade, o jovem Róger Guedes chegou do Criciúma há pouco tempo e já conquistou seu espaço dentro do Palmeiras. Em três jogos, deu assistência, virou titular e marcou gol. Com Dudu quase pronto para retornar ao time, Cuca terá uma dúvida boa nos próximos jogos.

– Eu só tenho a agradecer ao Palmeiras pela confiança desde o pricípio em mim, assinei contrato longo, ganhei a confiança do Cuca, estou muito feliz – disse o garoto de 19 anos, com vínculo até 2021.

Mais do que aposta da cúpula palmeirense ou do técnico Cuca, Guedes é um prêmio para o próprio pai, seu Neco, professor de escolinhas infantis na várzea do Rio Grande do Sul e responsável por ensinar o filho caçula a jogar.

– Graças ao meu pai hoje eu estou aqui no futebol. Sempre lutou por mim e acreditou no meu potencial. Eu cortava grama do campo do Vila Nova (time amador que usava o espaço do Grêmio Esportivo Ibirubá). Morei debaixo das arquibancadas. Praticamente nasci lá – conta o garoto à Revista Palmeiras, distribuídas aos sócios Avanti.

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Neco, pai de Róger Guedes: 'Ele vive o futebol' (Foto: Palmeiras)

Seu Neco criou os dois filhos ao lado da esposa, Marisa, em Ibirubá, a quase 300 quilômetros de Porto Alegre, debaixo da arquibancada do Estádio Carlos Jacob Simon.

Cheio de tatuagens e de histórias para contar, Róger hoje é pai de Ryan, de apenas quatro meses, fruto do casamento com Sindi, com quem está junto desde os 14 anos.

– Eu sempre gostei de tatuagens. Queria fazer desde pequeno, mas meu pai nunca deixou. Fiz a primeira com 15 anos. Logo em seguida fiz uma santa, depois o rosto de Jesus e ele foi liberando. Somos muito católicos. Depois não pedi mais. Ele não gostou tanto, mas eu cresci, né? Agora leva na boa – brinca Róger.

BATE-BOLA
RÓGER GUEDES
À REVISTA PALMEIRAS

‘Sei bater bem na bola, treino’

Você tem cobrado faltas e pênaltis após os treinos...
Eu gosto muito de cobrar pênalti e falta, já fazia isso no Criciúma. Se tiver chances também espero bater. Sei que tem o Alecsandro, o cobrador no momento, o Gabriel Jesus, Cleiton Xavier nas faltas, mas gosto de treinar bastante para mostrar que sei bater bem na bola.

Como vê seu futuro?
Não sei se vou ficar cinco anos aqui, mas quero mostrar meu melhor. Se daqui a um ano ou dois estiver em outro time vai ser porque fiz bem meu papel pelo Palmeiras.