Fellipe Lucena
29/11/2016
08:00
São Paulo (SP)

Eleito no último sábado para presidir o Palmeiras nos próximos dois anos, Maurício Galiotte ganhou aliados importantes para realizar o seu desejo de contratar Lucas Pratto. É no atacante do Atlético-MG que Leila Pereira e José Roberto Lamacchia, donos da Crefisa e da Faculdade das Américas, pretendem investir em 2017.

O casal é fã declarado do argentino e ficou ainda mais encantado no último dia 17, data do jogo entre Galo e Palmeiras em Belo Horizonte. Lucas Pratto entrou no segundo tempo e precisou de só um toque na bola para marcar o gol do empate por 1 a 1. Leila e Lamacchia estavam no Independência. Dias depois, ela posou para uma foto com palmeirenses segurando um prato, imagem que carrega no celular.

A Crefisa está decidida a colaborar para a contratação de um grande jogador em 2017, mais ou menos nos moldes da chegada de Lucas Barrios. A empresa cedeu o dinheiro para que o Palmeiras comprasse os direitos econômicos do goleador paraguaio e deposita R$ 1 milhão por mês para que o clube pague os salários dele. Ao todo, é uma operação de R$ 40 milhões em três anos de contrato. Depois de um 2016 de altos e baixos, o paraguaio não tem permanência assegurada. Se o Verdão quiser negociá-lo, tem o aval da patrocinadora.

Há duas diferenças entre a negociação de Barrios e a possível negociação por Pratto. A primeira é que a Crefisa não pretende pagar os salários do jogador, que ficariam 100% a cargo do Palmeiras. A segunda é que naquela ocasião os donos da empresa queriam comprar Carlitos Tevez ou Paolo Guerrero, mas aceitaram a sugestão do clube. Agora, as partes têm o mesmo nome em mente.

Concretizar a chegada de Pratto, porém, não será missão fácil. O Galo pede algo entre 10 milhões de euros (R$ 35 milhões) e 15 milhões de euros (R$ 53 milhões) para liberá-lo, valores considerados altos inclusive pela Crefisa. Além disso, o clube mineiro prefere vendê-lo para o exterior e o Sevilla (ESP) tem interesse.


Reunião definirá novo valor do patrocínio


De qualquer forma, a eleição de Galiotte estreita ainda mais os laços entre clube e patrocinadora. O atual contrato de patrocínio do Palmeiras com a Crefisa, que prevê o pagamento de R$ 78 milhões anuais (incluindo os gastos mensais com Lucas Barrios), vence no fim de janeiro. O vínculo será renovado, mas os donos da empresa ainda vão se reunir com Maurício Galiotte para definir os novos valores.

Leila Pereira e José Roberto Lamacchia querem saber quanto o Verdão precisa para executar o planejamento do próximo ano. É certo também que as empresas do casal continuarão tendo exclusividade para estampar suas marcas no uniforme e em outras propriedades do clube.

A relação extremamente fria de Paulo Nobre com os donos da parceira impediu que essa conversa fosse antecipada. Com Galiotte, é justamente o contrário. O próximo presidente, que assume em 15 de dezembro, é muito querido pelo casal, que fez questão de comparecer ao clube para votar nele no sábado.

A possibilidade de não seguir no Palmeiras nem passou pela cabeça de Leila e Lamacchia. Ela é candidata a uma vaga no Conselho Deliberativo do clube, em eleição que ocorre em fevereiro do ano que vem.