Uniforme do Palmeiras (FOTO: Fellipe Lucena)
Fellipe Lucena
29/01/2016
14:10
São Paulo (SP)

O Palmeiras apresentou na tarde desta sexta-feira "o maior patrocínio do futebol brasileiro em todos os tempos". Foi assim que Leila Pereira, dona da Crefisa e da Faculdade das Américas, definiu o novo acordo entre as partes: além dos R$ 58 milhões que serão pagos para que as marcas sejam estampadas na camisa, serão mais R$ 8 milhões pelo calção e pelo meião. Ao todo, portanto, o uniforme alviverde renderá R$ 66 milhões.

- É uma grande honra podermos estar juntos aqui para oficializar essa ampliação da nossa parceria. Nós sempre acreditamos no projeto do Paulo (Nobre), meu marido (José Roberto Lamacchia) é muito palmeirense. Hoje tenho a grande honra de noticiar essa ampliação, que se trata do maior patrocínio do futebol brasileiro em todos os tempos. Não existe até a data de hoje um patrocínio deste tamanho - disse Leila, antes que Gabriel Jesus e Barrios surgissem com o novo manto alviverde.

O modelo é o mesmo utilizado no segundo semestre de 2015, mas com nova disposição dos patrocinadores. Prevent Senior e TIM, que juntas pagaram R$ 7 milhões no ano passado, não renovaram seus contratos.

- A novidade em relação ao ano passado é que a FAM estará também no shorts e no meião, algo que eu acredito que seja inédito no Brasil. É com muito orgulho que vejo que a grandeza do clube soube agradar um grupo tão forte. Com certeza, esse relacionamento entre Palmeiras, Crefisa e FAM vai acabar gerando a famosa Era Crefisa, um sonho de todo palmeirense e dos patrocinadores - disse Paulo Nobre.

Além dos R$ 66 milhões pagos pelo uniforme, Crefisa e FAM despejarão mais R$ 12 milhões nos cofres do clube: esse valor segue para bancar o atacante Lucas Barrios, que tem todos os custos pagos pelas patrocinadoras. As parceiras ainda assumiram os custos da compra do zagueiro Vitor Hugo, de quase R$ 6 milhões. Deste valor, R$ 1,3 milhão serão pagos em 2016. O orçamento do clube prevê aporte mensal pouco acima dos R$ 109 mil.

Em 2015, as empresas também começaram a tocar a reforma da Academia de Futebol, que ao todo custará R$ 8 milhões. As obras pararam depois que Leila Pereira disparou contra Nobre, em novembro do ano passado, quando o clube cogitou o lançamento de uma camisa casual com o logo da Parmalat. Nobre e Leila fizeram apenas um pronunciamento nesta tarde e não explicaram o que ficou decidido sobre o CT.