Leila Pereira e Maurício Galiotte no anúncio da renovação

Leila Pereira e Maurício Galiotte durante a coletiva em que anunciaram a renovação do patrocínio (Foto: Thiago Ferri)

Fellipe Lucena e Thiago Ferri
15/02/2017
16:03
São Paulo (SP)

Leila Pereira, dona da Crefisa, foi eleita conselheira do Palmeiras com votação recorde no último sábado, mas ainda precisa superar mais uma barreira para exercer o mandato de quatro anos: está prevista para o dia 6 de março, antes da cerimônia de posse dos novos conselheiros, a votação que pode impugnar a candidatura dela. Os membros do atual Conselho Deliberativo, e não os recém-eleitos, é que julgarão o caso.

Os conselheiros que entraram com pedido de impugnação se baseiam no argumento usado por Paulo Nobre, que tentou brecar a candidatura da dona da Crefisa no último ato de seu mandato: ela seria sócia do clube desde 2015, e portanto não teria os oito anos necessários para concorrer. Mustafá Contursi, ex-presidente do clube, alega que deu a ela um título de sócia benemérita em 1996, versão aceita pelo atual mandatário, Maurício Galiotte, o que permitiu que 248 sócios pudessem votar nela no último fim de semana.

A expectativa no clube é que o Conselho aprove a candidatura de Leila. O motivo: ela faz parte da chapa Palmeiras Forte, capitaneada por Mustafá, que exerce grande influência sobre o órgão. Comenta-se no clube que a única possibilidade de o resultado ser outro é se a votação for secreta.

José Roberto Lamacchia, marido de Leila, recebeu 62 votos e também foi eleito. Ele foi o terceiro mais votado da chapa Palmeiras Forte.

Dos 76 conselheiros eleitos, 27 são da Palmeiras Forte, 27 são da chapa Palestra, 13 são da UVB e nove são da Academia, chapa apoiada por Paulo Nobre. Os 15 suplentes estão divididos entre Palestra (seis), Palmeiras Forte (cinco), UVB (dois) e Academia (dois).