Crefisa

Paulo Nobre e Leila Pereira durante o anúncio da renovação de contrato, no início do ano (Foto: Cesar Greco)

Fellipe Lucena
05/05/2016
11:59
São Paulo (SP)

Palmeiras e Crefisa esperam terminar a semana com todas as arestas aparadas. Os aditivos que estavam sendo negociados há três meses, período em que o pagamento da patrocinadora ao clube ficou suspenso, devem ser assinados nesta quinta-feira ou, mais provável, na sexta.

A principal modificação no acordo será a inclusão de uma multa de R$ 2,5 milhões a ser paga pelo Palmeiras à Crefisa caso o uniforme utilizado pelo clube não seja submetido a aprovação da parceira antes dos jogos. As negociações vinham se arrastando, entre outros motivos, porque o clube desejava que essa multa fosse menor, de R$ 1 milhão.

Essa medida foi motivada pelo episódio ocorrido no jogo contra a Ferroviária, pelo Paulistão. Na ocasião, o Verdão estampou na camisa uma propaganda de seu programa de sócios-torcedores sem avisar a Crefisa, que se irritou por entender que deveria ter exclusividade total para exibir sua marca e também a da Faculdade das Américas, que pertence aos mesmos donos, o casal José Roberto Lammachia e Leila Pereira.

Outro ponto bastante discutido foi a multa rescisória do contrato, válido até dezembro deste ano. O Palmeiras desejava documentar que a Crefisa pagasse o valor cheio do vínculo mesmo em caso de rompimento precoce. A empresa não aceitou e manteve a cláusula como estava: multa equivalente a 30% do valor que ainda teria para ser pago até dezembro. Essa pendência foi divulgada pelo Uol Esporte e confirmada pela reportagem.

O contrato está nas mãos do Palmeiras e deverá ser enviado à empresa já com a assinatura do presidente Paulo Nobre. A Crefisa vai assiná-lo na sequência e, então, liberar os R$ 19,5 milhões que estão atrasados (são três parcelas de R$ 6,5 milhões, valor mensal pago ao Verdão pelo patrocínio e pelos custos de Lucas Barrios).

O Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) do Palmeiras determinou que o dinheiro tem de ser imediatamente repassado ao presidente Paulo Nobre, que já emprestou mais de R$ 20 milhões ao clube em 2016, entre outros motivos, para suprir a ausência da cota de patrocínio nos últimos três meses.

Nobre, inclusive, ficou afastado da negociação com os patrocinadores. Quem tomou a frente em nome do clube foi o vice-presidente Mauricio Galiotte, cujo perfil é mais conciliador, de acordo com pessoas próximas à diretoria.