Leila Pereira em jantar em São Paulo

Leila Pereira em jantar com conselheiros do Palmeiras em São Paulo (foto: Fellipe Lucena)

Fellipe Lucena e Thiago Ferri
17/05/2018
20:51
São Paulo (SP)

Leila Pereira, dona da Crefisa e conselheira do Palmeiras, recebeu dezenas de conselheiros do clube em um jantar na noite desta quinta-feira, em um hotel na capital paulista. O presidente Maurício Galiotte também compareceu. Ela aproveitou para defender a mudança estatutária que será votada no Conselho Deliberativo na próxima segunda: a alteração do mandato de presidente de dois para três anos.

Os conselheiros contrários à empresária têm dito que ela defende esta causa para encurtar seu caminho até a presidência. Se a mudança for aprovada já para as eleições do fim deste ano, que devem opor Galiotte e Genaro Marino, o próximo mandatário ficará no cargo até o fim de 2021. Nesta data, Leila já terá um mandato completo como conselheira e poderá se candidatar. Se seguir como está, o próximo presidente fica até o fim de 2020, quando ocorrerá uma outra eleição na qual ela ainda não poderia concorrer.

- Eu defendo a modernidade, defendo a profissionalização do clube, defendo o protagonismo. Eu defendo os três anos porque acho que é o melhor para o Palmeiras. Na grande maioria dos clubes do Brasil o mandato é de três anos. Acho que assim o presidente tem mais sossego, mais paz para governar - explicou Leila, antes de negar que já esteja trabalhando para se candidatar no fim de 2021.

- Eu tenho interesse em colaborar com o Palmeiras, sempre. Não penso a longo prazo. O que eu quero é continuar colaborando para o Palmeiras ser protagonista.

Se a alteração for aprovada, será votado na sequência se já valerá para a eleição deste ano ou apenas para a seguinte, como defendem os opositores da empresária. Ela quer que seja o mais rápido possível.

- Eu respeito todas as opiniões, mas defendo a mudança para três anos imediatamente. Se eu posso aplicar uma coisa que é boa para o Palmeiras imediatamente, por que vou esperar?

Para a proposta ser aprovada, será preciso ter votos da maioria simples do Conselho (50% + 1). Hoje, esse número equivale a 141 conselheiros. Depois, a mudança irá para votação em assembleia com os sócios, que podem confirmá-la (maioria simples) ou recusá-la (maioria de dois terços).