Paulo Nobre dá entrevista (Cesar Greco/Ag Palmeiras)

Paulo Nobre vem equacionando as finanças do Palmeiras desde 2013 (Cesar Greco/Ag Palmeiras)

Fellipe Lucena
28/07/2016
09:00
São Paulo (SP)

A possibilidade de aderir ao Profut, programa do Governo Federal criado para que os clubes parcelem e quitem suas dívidas com a União, voltou a ser pauta no Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) do Palmeiras na última segunda. O órgão, que em novembro já havia orientado o presidente Paulo Nobre a não se inscrever, reforçou essa posição. O Verdão, então, seguirá sendo o único entre os grandes clubes do país a não parcelar sua dívida via Profut.

O principal motivo para a decisão é que o Palmeiras considera sua dívida pequena e controlada. São R$ 53 milhões de débito em impostos federais, oriundos das gestões de Luiz Gonzaga Belluzzo e Arnaldo Tirone – desde que assumiu, Nobre paga as obrigações em dia.

Além disso, o clube já aderiu a outros dois programas para renegociação de dívidas: a Timemania e o Refis. Serão mais cinco anos pagando parcelas mensais via Timemania e 13 anos via Refis. O Verdão considera que o débito estará sanado após este período, desde que os impostos continuem sendo pagos em dia. Desde que Paulo Nobre assumiu, em janeiro de 2013, já foram pagos R$ 14 milhões em dívidas com a União.

Outro fator que desencorajou o Palmeiras a aderir ao Profut foi a necessidade de assumir diversas contrapartidas, como a limitação dos investimentos no futebol profissional a 80% da receita bruta, não antecipar receitas, não atrasar salários de carteira ou direitos de imagem e restringir o mandato do presidente a no máximo quatro anos, com uma reeleição. Embora já venha seguindo a maioria destas recomendações mesmo sem participar do programa, o clube entende que estaria sujeito a ingerência em suas atividades. Nobre deixa o cargo no fim do ano.