Ana Canhedo
15/11/2016
10:00
São Paulo (SP)

Conhecido pelas excentricidades no que diz respeito ao Palmeiras, como jatinho Air Pork One e a gravata de porquinhos, o presidente Paulo Nobre ganhou mais uma diversão: trata-se da Cantina Palestra, primeiro restaurante temático do clube, que será inaugurado em 22 de novembro, na avenida Fransisco Matarazzo, em frente ao Allianz Parque.

O dirigente tem participado ativamente de todo o processo de evolução do restaurante, até mesmo na escolha dos nomes dos pratos Nobre tem dado seus pitacos.

– Pegamos a história do clube, os ídolos e tornar o restaurante uma experiência. O torcedor vai poder comprar produtos do clube no local, vai ter cardápio só para isso, como camisa, copo, pratos, além das massas, molhos e doces da casa – conta Fernando Ferreira, presidente da Pluri Consultoria e Sportfood, responsáveis pelo negócio.

A Cantina Palestra ficará na Casa do Eletricista, empreendimento que pertence ao complexo da Casa das Caldeiras. O clube terá direito aos royalties pela exposição da imagem e também ao faturamento cheio de um dos dias de funcionamento do restaurante no ano. Datas e valores em contrato não foram divulgados.

A empresa por trás do negócio espera, a médio prazo, abrir 47 unidades do restaurante espalhadas pelo território nacional. A Sportfood tem parceria com outros clubes brasileiros, como o Grêmio, através da Hamburgueria 1903, em Porto Alegre. A ideia é que o Palmeiras se torne o carro-chefe da empresa no futebol.

Contra a Chapecoense, no dia 27 de novembro, pela 37 rodada do Campeonato Brasileiro, o local já estará em funcionamento para os torcedores que vão ao jogo.

BATE-BOLA FERNANDO FERREIRA SPORTFOOD AO L!

‘Clubes não são simples times’

Como surgiu a ideia de investir na alimentação dos clubes?
Enquanto os clubes se vêem aqui no Brasil como times de futebol somente e não como marcas onipresentes na vida, nos corações e mentes de seus torcedores, eles limitam o seu campo de ação. Precisa ir onde tem dinheiro. Alimentação. É onde tem dinheiro. Vestuário, habitação e alimentação são setores de enorme potencial... Quando a gente fez os primeiros estudos, vimos que os clubes estavam investindo errado.

E então surgiram os restaurantes? A começar pelo do Grêmio...
Construímos a lógica de levar a experiência do futebol e alimentação justamente onde o torcedor do clube está e partir de então as coisas começaram a fluir. Depois de quatro anos e meio, quando construímos a primeira hamburgueria do Grêmio, vimos que o caminho é esse. Chegamos a oferecer ao Internacional a mesma proposta do que Grêmio, mas eles não enxergaram. Hoje, no Sul, é um enorme sucesso.