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19/08/2015
07:23

Cleiton Xavier deixou o Palmeiras, há cinco anos, com 16 gols e inúmeras assistências em 90 jogos disputados. Seis meses após retornar, o camisa 8 tem números tímidos: duas assistências e nenhum gol em 16 jogos, sendo três como titular. Qual é a diferença daquele jogador de 2009 e 2010 para o de 2015? Ele respondeu ao LANCE!:

- Não tem diferença. Na verdade, a diferença é a sequência. Naquele época eu joguei com frequência. Acho que, depois do Marcão (o goleiro Marcos), eu era o que mais estava em campo. Isso facilita, acabam saindo os gols e as assistências. Essa é a única diferença - disse o meia, hoje com 32 anos.

Ele deve ser titular no jogo de ida pelas oitavas de final da Copa do Brasil, às 22h desta quarta, contra o Cruzeiro, no Allianz Parque. A vaga aberta nesta noite é a de Robinho, vetado por uma sobrecarga muscular, e que além disso vem caindo de produção. Cleiton, ao contrário, entrou bem na vitória por 4 a 2 sobre o Flamengo e se vê no momento mais propício para embalar.

- Foi, sem dúvida, um dos meus melhores jogos. Apesar de não ter jogado o tempo todo, me movimentei melhor, me senti mais cômodo. Nesses três últimos jogos, apesar de não termos vencido dois, já me senti mais leve - comentou o CX8.


(Cleiton Xavier festeja contra o Flamengo - foto: Cesar Greco)

Desde que chegou, Marcelo Oliveira reforça que o armador precisa de uma sequência de jogos para se readaptar ao futebol brasileiro depois do longo período no Metalist, da Ucrânia. Contra Cruzeiro (entrou no intervalo), Coritiba (foi titular e saiu no segundo tempo) e Fla (entrou na etapa final), essa sequência veio.

Diante dos cariocas, Cleiton participou de dois gols: cabeceou a bola que Samir empurrou contra o patrimônio e iniciou a jogada em que Alecsandro balançou a rede.

- O Marcelo está vendo o meu dia a dia, os trabalhos realizados. O que ele está vendo é exatamente o que eu vejo. Acho que falta uma sequência legal. Esse jogo agora veio justamente para isso, para pegar uma moral.

Confira um bate-bola exclusivo com Cleiton Xavier:

Você foi olhar a súmula do jogo contra o Flamengo para ver se o árbitro deu o gol para você?
Não, sinceramente nem vi a súmula, só vi o pessoal comentando. Nem sabia desse comentário de que tinha sido gol contra. Mas acho que o mais importante foi ter ajudado a equipe a conseguir a vitória. Eu considero que o gol foi meu porque tentei fazer o gol. Houve o desvio, lógico, mas a intenção foi cabecear para o gol.

Os torcedores vivem se perguntando: "o que aconteceu com o Cleiton?". O que pode dizer a eles?
A gente treina sério todos os dias, mas às vezes falta alguma coisa durante os jogos. No meu caso, é uma situação nova. Nos últimos anos, sempre vinha jogando direto, com sequência. É diferente. Esses últimos jogos em que eu estou entrando direto, até saí jogando contra o Coritiba, estão servindo para pegar ritmo.

O Marcelo diz que você precisa se readaptar ao futebol brasileiro. O que é diferente na Ucrânia?
Acho que o futebol brasileiro é diferente de quase toda a Europa. Aqui você rouba a bola e já tem que sair rápido para o contra-ataque, o jogo não para, é muito corrido. Lá fora, eles têm uma postura tática mais fechadinha, é da cultura deles. Linha de quatro, cada um na sua. Eles valorizam muito a posse de bola, coisa que o brasileiro não valoriza. Aqui você tem que ir lá e fazer o gol.

Acha que evoluiu jogando lá?
Acho que acrescentou, sim. Foi uma experiência, não só dentro, mas também fora de campo. É um futebol de contato, mais marcação, e nesse sentido acabei melhorando. Fiz algumas partidas mais recuado, vou tirando um pouco de cada coisa.

Prefere jogar mais recuado?
Não tenho preferência, até porque nesses últimos anos venho jogando uma partida de segundo volante e depois já entro como meia. No Metalist, até mesmo dentro da partida, eu mudava de volante para meia. Para mim não tem dificuldade nenhuma. Independentemente da posição, vou ganhar ritmo estando em campo, correndo e ajudando os companheiros da maneira que o Marcelo precisar.

Até este ano, você e o Valdivia nunca tinham jogado juntos. Havia muita expectativa pela dupla, mas ela pouco foi vista. Ficou uma frustração?
Fica. Na minha primeira passagem, quando eu cheguei, ele tinha acabado de sair. Eu tinha essa vontade de jogar com o Valdivia, porque sem dúvida é um grande jogador. Realmente ficou um gostinho... Tenho certeza que a gente ia se dar bem, mas é vida que segue. A gente torce para que ele tenha uma carreira feliz e que o Palmeiras dispute títulos.

O Cruzeiro, adversário desta quarta-feira, quis te contratar também, não é?
Teve, sim, esse interesse do Cruzeiro. Eu estava de férias ainda, não tinha nem decidido minha situação com o Metalist. Mas eu já tinha o desejo de voltar ao Palmeiras, sempre quis vestir essa camisa novamente. Então nem escutei outras propostas, fui bem direto mesmo.

Podemos esperar você "voando" em 2015 ou só em 2016?
Ainda nesse ano. Tem muitos jogos pela frente. O Brasileiro é longo, tem a Copa do Brasil. Creio que dá.

O que dizem os torcedores que te encontram na rua?
Lembram muito daquele ano, o gol contra o Colo-Colo principalmente. Muitos falam que não conseguiram dormir, outros dizem que comemoraram bastante. Foi um dia especial não só para eles, mas para mim também.

Acha que pode protagonizar um outro lance para ficar marcado como aquele?
Espero que sim. Está só iniciando um trabalho, é meu primeiro ano aqui, meus primeiros seis meses de contrato. Tenho mais dois anos e meio pela frente e espero ficar marcado não só por um lance, mas também com títulos, que é o mais importante.




Cleiton Xavier deixou o Palmeiras, há cinco anos, com 16 gols e inúmeras assistências em 90 jogos disputados. Seis meses após retornar, o camisa 8 tem números tímidos: duas assistências e nenhum gol em 16 jogos, sendo três como titular. Qual é a diferença daquele jogador de 2009 e 2010 para o de 2015? Ele respondeu ao LANCE!:

- Não tem diferença. Na verdade, a diferença é a sequência. Naquele época eu joguei com frequência. Acho que, depois do Marcão (o goleiro Marcos), eu era o que mais estava em campo. Isso facilita, acabam saindo os gols e as assistências. Essa é a única diferença - disse o meia, hoje com 32 anos.

Ele deve ser titular no jogo de ida pelas oitavas de final da Copa do Brasil, às 22h desta quarta, contra o Cruzeiro, no Allianz Parque. A vaga aberta nesta noite é a de Robinho, vetado por uma sobrecarga muscular, e que além disso vem caindo de produção. Cleiton, ao contrário, entrou bem na vitória por 4 a 2 sobre o Flamengo e se vê no momento mais propício para embalar.

- Foi, sem dúvida, um dos meus melhores jogos. Apesar de não ter jogado o tempo todo, me movimentei melhor, me senti mais cômodo. Nesses três últimos jogos, apesar de não termos vencido dois, já me senti mais leve - comentou o CX8.


(Cleiton Xavier festeja contra o Flamengo - foto: Cesar Greco)

Desde que chegou, Marcelo Oliveira reforça que o armador precisa de uma sequência de jogos para se readaptar ao futebol brasileiro depois do longo período no Metalist, da Ucrânia. Contra Cruzeiro (entrou no intervalo), Coritiba (foi titular e saiu no segundo tempo) e Fla (entrou na etapa final), essa sequência veio.

Diante dos cariocas, Cleiton participou de dois gols: cabeceou a bola que Samir empurrou contra o patrimônio e iniciou a jogada em que Alecsandro balançou a rede.

- O Marcelo está vendo o meu dia a dia, os trabalhos realizados. O que ele está vendo é exatamente o que eu vejo. Acho que falta uma sequência legal. Esse jogo agora veio justamente para isso, para pegar uma moral.

Confira um bate-bola exclusivo com Cleiton Xavier:

Você foi olhar a súmula do jogo contra o Flamengo para ver se o árbitro deu o gol para você?
Não, sinceramente nem vi a súmula, só vi o pessoal comentando. Nem sabia desse comentário de que tinha sido gol contra. Mas acho que o mais importante foi ter ajudado a equipe a conseguir a vitória. Eu considero que o gol foi meu porque tentei fazer o gol. Houve o desvio, lógico, mas a intenção foi cabecear para o gol.

Os torcedores vivem se perguntando: "o que aconteceu com o Cleiton?". O que pode dizer a eles?
A gente treina sério todos os dias, mas às vezes falta alguma coisa durante os jogos. No meu caso, é uma situação nova. Nos últimos anos, sempre vinha jogando direto, com sequência. É diferente. Esses últimos jogos em que eu estou entrando direto, até saí jogando contra o Coritiba, estão servindo para pegar ritmo.

O Marcelo diz que você precisa se readaptar ao futebol brasileiro. O que é diferente na Ucrânia?
Acho que o futebol brasileiro é diferente de quase toda a Europa. Aqui você rouba a bola e já tem que sair rápido para o contra-ataque, o jogo não para, é muito corrido. Lá fora, eles têm uma postura tática mais fechadinha, é da cultura deles. Linha de quatro, cada um na sua. Eles valorizam muito a posse de bola, coisa que o brasileiro não valoriza. Aqui você tem que ir lá e fazer o gol.

Acha que evoluiu jogando lá?
Acho que acrescentou, sim. Foi uma experiência, não só dentro, mas também fora de campo. É um futebol de contato, mais marcação, e nesse sentido acabei melhorando. Fiz algumas partidas mais recuado, vou tirando um pouco de cada coisa.

Prefere jogar mais recuado?
Não tenho preferência, até porque nesses últimos anos venho jogando uma partida de segundo volante e depois já entro como meia. No Metalist, até mesmo dentro da partida, eu mudava de volante para meia. Para mim não tem dificuldade nenhuma. Independentemente da posição, vou ganhar ritmo estando em campo, correndo e ajudando os companheiros da maneira que o Marcelo precisar.

Até este ano, você e o Valdivia nunca tinham jogado juntos. Havia muita expectativa pela dupla, mas ela pouco foi vista. Ficou uma frustração?
Fica. Na minha primeira passagem, quando eu cheguei, ele tinha acabado de sair. Eu tinha essa vontade de jogar com o Valdivia, porque sem dúvida é um grande jogador. Realmente ficou um gostinho... Tenho certeza que a gente ia se dar bem, mas é vida que segue. A gente torce para que ele tenha uma carreira feliz e que o Palmeiras dispute títulos.

O Cruzeiro, adversário desta quarta-feira, quis te contratar também, não é?
Teve, sim, esse interesse do Cruzeiro. Eu estava de férias ainda, não tinha nem decidido minha situação com o Metalist. Mas eu já tinha o desejo de voltar ao Palmeiras, sempre quis vestir essa camisa novamente. Então nem escutei outras propostas, fui bem direto mesmo.

Podemos esperar você "voando" em 2015 ou só em 2016?
Ainda nesse ano. Tem muitos jogos pela frente. O Brasileiro é longo, tem a Copa do Brasil. Creio que dá.

O que dizem os torcedores que te encontram na rua?
Lembram muito daquele ano, o gol contra o Colo-Colo principalmente. Muitos falam que não conseguiram dormir, outros dizem que comemoraram bastante. Foi um dia especial não só para eles, mas para mim também.

Acha que pode protagonizar um outro lance para ficar marcado como aquele?
Espero que sim. Está só iniciando um trabalho, é meu primeiro ano aqui, meus primeiros seis meses de contrato. Tenho mais dois anos e meio pela frente e espero ficar marcado não só por um lance, mas também com títulos, que é o mais importante.