Fellipe Lucena
31/05/2016
08:00
São Paulo (SP)

Pablo Mouche encerrou no último domingo, com goleada por 4 a 0 sobre o San Lorenzo, no Monumental de Nuñez, um semestre melhor do que a encomenda no Lanús. Além de jogar com frequência - participou de 15 dos 17 jogos do time grená no Campeonato Argentino, sendo 13 como titular -, sagrou-se campeão nacional. Agora é hora de pensar no futuro, que provavelmente não será no Palmeiras, apesar do contrato até o meio de 2019.

- Sei que é muito difícil retornar agora ao Palmeiras. O Brasileiro já começou, o time fez uma pequena pré-temporada, com técnico novo, jogadores novos. O treinador não me conhece, não sabe minhas características. Sinceramente, acho difícil, mas pertenço ao Palmeiras e tenho de voltar. Não sei o futuro, mas não quero ficar parado de novo, sem jogar. Preciso seguir jogando, ganhando continuidade. Eu me senti muito importante neste semestre e preciso disso. Vou conversar com a diretoria do Palmeiras e fazer o melhor para todos - disse o atacante argentino, ao LANCE!.

O empréstimo de Mouche ao Lanús termina no dia 22 de junho. Ao mesmo tempo em que descansa, o atacante trabalha com um fisioterapeuta particular para se livrar de dores no tornozelo direito. Ele não sabe onde jogará no segundo semestre e não descarta ser emprestado novamente ao Lanús, mas o interesse do Boca Juniors é o que mais anima.

- Fico muito feliz. Ninguém falou comigo pessoalmente, mas aqui na Argentina estão falando que o Boca gostaria que eu voltasse. Para mim é uma felicidade grande que o Boca pense em mim de novo, é um clube pelo qual tenho muito carinho, vivi muitas coisas importantes e boas na minha carreira jogando lá, então é muito especial, muito bom. Agora só penso em descansar e voltar ao Brasil para decidir meu futuro, ouvir o que o Palmeiras tem pensado sobre mim e tentar decidir o melhor - acrescentou o atleta de 28 anos, que jogou em La Bombonera entre 2007 e 2012.


No Palmeiras, Mouche acumula 27 jogos e três gols. Ele precisou operar o joelho em 2015, o que o tirou de combate por cinco meses e o prejudicou na luta por espaço. Contratado em 2014 a pedido de Ricardo Gareca, o atacante pouco teve chances com Dorival Júnior, Oswaldo de Oliveira e Marcelo Oliveira. Cuca ainda não trabalhou com ele, mas disse recentemente que não tem "pensado muito" em utilizá-lo - o mesmo se aplica ao zagueiro Tobio, emprestado ao Boca também até 22 de junho.

Titular absoluto

Mouche marcou um gol e deu uma assistência na campanha do título do Lanús. Números discretos, mas que não revelam a importância do jogador para o time: sempre que esteve em boas condições físicas, ele foi utilizado, e em uma função diferente da que o palmeirense acostumou-se a ver.

- Eu joguei como um volante misto, de ida e volta. Tinha que pensar muito na recomposição do time. Foi muito bom para aprender, uma experiência nova para mim. Aprendi a jogar em uma posição em que não estava acostumado e fiquei muito feliz. Joguei todo o campeonato, só faltei a dois jogos por questões físicas - explicou.

- Quando cheguei à Argentina para assinar contrato com o Lanús encontrei um grupo muito bom, de muita qualidade, que já demonstrava nos treinos ter muita coisa boa na cabeça, objetivo muito grande de brigar pelo título, fome de coisas importantes. Fiquei muito feliz com isso e conseguimos - finalizou.