Fellipe Lucena e Thiago Ferri
20/10/2017
08:00
São Paulo (SP)

O golaço marcado por Borja na vitória por 2 a 0 sobre a Ponte Preta, com direito a chapéu em Aranha, encerrou um jejum que completaria quatro meses neste sábado - o último gol do colombiano havia saído em 21 de junho, contra o Atlético-GO. Obviamente aliviado, o camisa 9 do Palmeiras voltou a falar que ainda precisa se adaptar e prometeu trabalhar mais para retribuir o esforço feito pelo clube para contratá-lo.

- Sem dúvida (saiu um peso das costas). Não é fácil tudo o que tenho vivido aqui no Brasil, tem sido muito difícil, mas acredito em Deus. Tudo tem um propósito especial. Eu sempre estive tranquilo. A dificuldade é na adaptação, aqui o jogo é mais rápido, isso tem me custado. Agora temos um novo treinador e vou continuar trabalhando para me adaptar mais rápido, vou ficar atento aos movimentos que os meus companheiros fazem - disse.


Borja espantou o continente no segundo semestre do ano passado, confirmando no Atlético Nacional (COL) a fama de artilheiro que tinha no pequeno Cortuluá (COL). Com aporte da Crefisa, o Palmeiras o comprou por 10,5 milhões de dólares (R$ 33 milhões na época). Só não é a contratação mais cara da história do clube porque a volta de Valdivia, em 2010, acabou custando R$ 36 milhões devido ao atraso nos pagamentos ao banco Banif, que emprestou o dinheiro.

Borja tem consciência do esforço feito pelo clube, e por isso dá de ombros para a possibilidade de buscar outros ares:

- Eu tenho mais quatro anos aqui e vou seguir aqui, sem dúvida. O clube fez tudo para eu vir e agora tenho que retribuir.

Borja tem 38 jogos pelo Palmeiras, sendo 17 como titular e apenas sete completos. Marcou oito gols no período. Cuca, demitido neste mês, o consolidou como reserva, posto que ele já ocupava em alguns jogos com Eduardo Baptista e que manteve com Alberto Valentim até o momento.

- O Cuca fez de tudo para o Palmeiras ganhar e respeito as decisões dele. É um técnico campeão do Brasil, campeão de muitos torneios. Estou trabalhando dia a dia para melhorar. A adaptação não tem sido fácil, mas estou trabalhando.


O propósito é ficar entre os quatro primeiros. O Corinthians está jogando muito bem e tem o títulos nas mãos. Se eles deixarem escapar, temos que aproveitar, mas agora temos que pensar no Grêmio.