Camarote do Allianz Parque

Câmera instalada pela WTorre no camarote do Palmeiras foi tampada por um funcionário (Foto: Reprodução)

Fellipe Lucena e Thiago Ferri
20/10/2016
07:20
São Paulo (SP)

Há 15 dias, o Palmeiras venceu a WTorre na primeira disputa na corte arbitral. Nessa quarta, clube e construtora viveram mais um capítulo da relação ruim que criaram. Primeiro, um funcionário tampou a câmera instalada pela WTorre no camarote do Verdão; depois, Cuca detonou o gramado.

A câmera foi colocada depois da confusão entre Paulo Nobre e um flamenguista que estava no camarote próximo ao do Palmeiras, no jogo entre as equipes, em setembro. A "estreia" do objeto de segurança havia sido na vitória sobre o Coritiba, mas esta foi a primeira vez em que um funcionário usou algo para tampar. Procurado, o Verdão não quis se pronunciar.

Pouco depois, a construtora, que faz a manutenção do gramado, também recebeu críticas. Na semana passada, o estádio recebeu dois shows de Andrea Bocelli e da banda Aerosmith e a sequência acabou gerando falhas no campo, criticadas pelo treinador depois da eliminação na Copa do Brasil.

- Acho absurdo um clube como o Palmeiras ter um gramado desses para jogar. Não fomos desclassificados por causa do gramado, mas o pessoal tem de cuidar melhor. Não sei como, não me pergunte, mas está horrível - reclamou.

Palmeiras e WTorre são parceiros por 30 anos pela gestão do estádio. No início do mês, a câmara de arbitragem da Fundação Getúlio Vargas deu razão ao clube em pontos decisivos da discussão judicial com a WTorre. O principal deles se refere ao direito de comercializar as cadeiras da arena. Agora, a empresa pode apenas vender 10 mil cadeiras especiais, não todas as do estádio, como pleiteava.