Paulo Nobre - Palmeiras 101 anos (FOTO: Fabio Menotti/Palmeiras)

Paulo Nobre já recebeu cerca de R$ 12 milhões do dinheiro que emprestou (FOTO: Fabio Menotti/Palmeiras)

Fellipe Lucena e Thiago Ferri
11/11/2015
07:55
São Paulo (SP) 

Depois de se livrar do rebaixamento de forma dramática e ainda sem um patrocinador master, a diretoria do Palmeiras previa a arrecadação de “só” R$ 230 milhões em 2015 – R$ 200 milhões com futebol e R$ 30 milhões com a sede social. Mas com o crescimento do Avanti no primeiro semestre, as altas bilheterias no Allianz Parque (mais de R$ 45 milhões de renda líquida) e o patrocínio da Crefisa/FAM, o Verdão chegou à marca com quatro meses de antecedência e já tem R$ 270 milhões de receitas no ano.

Só no futebol, com cotas de televisão, patrocínios, ingressos, o acordo com a Adidas e vendas de jogadores, como Leandro Pereira, entraram R$ 240 milhões até setembro. A modesta expectativa para este ano era acertar com um patrocinador que pagasse R$ 8 milhões por ano, mas só a camisa do clube tem gerado quase R$ 50 milhões. Além disso, Crefisa e FAM gastaram mais de R$ 40 milhões ao contratar jogadores como Barrios, e ajudaram na reforma do CT.

Assim como as receitas subiram, consequentemente as despesas estão maiores do que o previsto. Ainda assim, o Palmeiras mantém a expectativa de terminar o ano “no azul”: o último balancete aprovado pelo Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) aponta superávit de pouco mais de R$ 980 mil. O número é baixo, pois a sede social e esportes não-profissionais geraram um prejuízo de R$ 17 milhões no ano.

Entre as despesas, está a dívida contraída com o presidente Paulo Nobre, que emprestou cerca de R$ 140 milhões ao clube, descontados os seis jogadores que comprou (Mouche, Tobio, Cristaldo, Allione, Leandro e Mendieta). Até agora, ele recebeu mais de R$ 12 milhões.

Clube terá R$ 20 mi da FPF
Além das verbas já previstas, o Palmeiras receberá neste ano R$ 18 milhões da FPF. Esta é parte da cota do direito de transmissão do Campeonato Paulista dos próximos seis anos. O adiantamento não veio por um pedido do Verdão, mas por fazer parte da negociação para renovar com os clubes. A diretoria não definiu em que gastará o valor e uma reunião extraordinária do COF definirá o destino da verba para não atrapalhar futuras gestões.

As receitas de 2014 e 2015
2014:  Segundo Nobre, o Verdão teve 70% das receitas disponíveis no ano. Não houve patrocínio e a receita com ingressos só aumentou com a arena. Por isso, Nobre repassou quase R$ 150 milhões, contando os jogadores que contratou.

2015: Desde o Paulista, o clube tem todas as receitas à disposição. A explosão do Avanti e os bons públicos em casa deram fôlego. Graças à melhora, Paulo Nobre agora só pode fazer novos empréstimos mediante a aprovação do COF.