Alexandre Mattos e Paulo Nobre (FOTO: Cesar Greco/Palmeiras)

Alexandre Mattos e Paulo Nobre montaram um grupo que sonhava alto (FOTO: Cesar Greco/Palmeiras)

Thiago Ferri
17/04/2016
08:00
São Paulo (SP)

O Palmeiras começou 2016 sonhando alto. A cada apresentação de reforços, os jogadores falavam no sonho de disputar o Mundial de Clubes no fim do ano pelo Verdão. Em três meses, o projeto fracassou com a saída precoce da Libertadores, e agora o Paulista tornou-se a chance de salvar o primeiro semestre alviverde.

Neste projeto demasiadamente ambicioso, falava-se nas cinco competições que o clube tinha como alvo: Paulista, Libertadores, Copa do Brasil, Brasileirão e o Mundial. Entre os novos jogadores, sonhava-se com o bicampeonato na Libertadores e o torneio do Japão. Tanta expectativa acabou atrapalhando.

– Às vezes a gente tem uma empolgação, a gente traz um peso e uma responsabilidade grande para a gente mesmo. O Palmeiras tem 100 anos, o Corinthians, o Atlético-MG... eles ganharam uma vez a Libertadores. Para ganhar a Libertadores você tem que se habituar, jogar sempre a Libertadores – analisou o camisa 1.

'Sabemos que pecamos na Libertadores. O grupo sabe que o erro foi nosso. Agora nossa vida é o Paulista, depois o Brasileiro e a Copa do Brasil', disse o volante Gabriel

A expectativa, criada internamente, de chegar longe em 2016 fez com que as críticas fossem pesadas pela ausência de bom futebol. As fracas atuações e a situação complicada na Libertadores fizeram com que Marcelo Oliveira fosse demitido. Houve melhora com a chegada de Cuca, mas tarde demais.

Depois de perder a vaga nas oitavas para o Nacional (URU), os jogadores admitiram que o “projeto Mundial” pode ter pressionado o elenco acima do necessário.

– Talvez sim. A equipe estava muito confiante pelo elenco, mas no início não encaixou, perdemos muitos jogos, no Paulista também. Chegou até a se falar que podíamos cair. Agora o Palmeiras está melhorando – completou Gabriel.

Neste domingo, o Verdão enfrenta o São Bernardo pelas quartas de final do Paulista, no Allianz Parque. Uma nova eliminação precoce pode deixar o time por quase um mês sem jogos, até o início do Brasileiro. A meta, contudo, é fazer o Estadual servir de impulso para o torneio Nacional.

– Agora o Paulista pode servir como algo a mais. Se formos campeões, vai dar uma moral para entrar no Brasileiro. O elenco tem qualidade. Junto com o trabalho do Cuca, vai fazer a diferença – avisou Gabriel.