Thiago Ferri
30/10/2017
07:11
São Paulo (SP)

Borja fará nesta segunda-feira, às 20h, contra o Cruzeiro, a sua segunda partida consecutiva como titular no Palmeiras. A sequência entre os 11 iniciais é algo que vem sendo raro para o camisa 9: a última vez que ele havia conseguido isso foi há quase quatro meses. Agora, é a oportunidade para o colombiano, enfim, mostrar seu potencial e se firmar no Verdão.

Nesta semana, em entrevista à rádio Caracol, o jogador disse que se não conseguisse jogar poderia ir embora em 2018. Caso recebesse mais minutos, o ideal seria permanecer no Brasil. Pois é isto que Alberto Valentim tem feito desde que substituiu Cuca.

O ex-jogador do Atlético Nacional (COL) saiu de última opção no ataque para reserva imediato. Quando Willian sofreu um edema na coxa, contra a Ponte Preta, Borja foi o escolhido para entrar em vez de Deyverson, antes titular. Contra o Grêmio, o xodó da torcida foi escolhido para começar a partida e foi bem, criando a jogada do segundo gol.

Nesta noite, ele repetirá uma série que não ocorre desde julho. Borja foi titular contra o Grêmio, dia 1/7, pelo Brasileiro, e Barcelona, dia 5/7, pela Libertadores. Na primeira partida, Cuca havia escalado muitos reservas, por conta das oitavas da Liberta, entre eles o colombiano, que acabou mantido no confronto em Guayaquil (ECU). Ao todo, Borja tem 39 jogos pelo Palmeiras, sendo 18 como titular e apenas sete completos. Marcou oito gols no período.

A tendência é de que Willian fique fora dos jogos contra Cruzeiro, Corinthians e Vitória. Caso o artilheiro do ano com 17 gols não volte antes do tempo, o camisa 9 vai conseguir algo que nunca ocorreu com Cuca: jogar mais do que duas partidas seguidas. A última vez que ele conseguiu foi com Eduardo Baptista, quando fez seis partidas em sequência. No fim da passagem desse técnico, porém, o centroavante também estava na reserva.

Contratação mais cara da temporada, Borja encerrou há dez dias um jejum de quatro meses sem marcar. Ele espantou o continente no segundo semestre do ano passado, confirmando no Atlético Nacional (COL) a fama de artilheiro que tinha no pequeno Cortuluá (COL). Com aporte da Crefisa, o Palmeiras o comprou por 10,5 milhões de dólares (R$ 33 milhões na época).

O atacante só não é a contratação mais cara da história do clube porque a volta de Valdivia, em 2010, acabou custando R$ 36 milhões devido ao atraso nos pagamentos ao banco Banif, que emprestou o dinheiro.