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Jogando bem ou mal, torcida agora só quer uma coisa: conquistar a Copa (Foto: Cleber Mendes/LANCE!Press)

Thiago Salata
24/11/2015
14:44
São Paulo (SP)

É possível, antes da final da Copa do Brasil, avaliar se o ano do Palmeiras foi bom ou ruim? Estar na decisão de uma competição em que todas as grandes forças do país estiveram presentes, chegando à segunda final em 2015, é, sem dúvidas, de se elogiar. Estar hoje no meio da tabela do Brasileirão, com remotíssimas chances de G4, é, sem dúvidas, uma decepção diante dos investimentos e do bom time montado na Academia de Futebol.

O Palmeiras fez bons jogos na Copa, em especial contra Cruzeiro e Inter, ambos fora de casa, e dois bons primeiros tempos, no Allianz Parque, contra Colorado e Flu. Sofreu duas vezes em casa e mostrou sangue frio para garantir as vagas. Chegou com todos os méritos à final. Paralelamente a isso, fez um segundo turno ridículo no Brasileirão: 19 pontos a duas rodadas do fim, sendo que o bisonho Verdão-2014 conseguiu 22 pontos no returno - tal comparação é definitiva para representar o fracasso que se vê no Nacional desde agosto.

O Verdão não disputa para valer o título brasileiro desde 2009. Não passou dos 50 pontos em 2010 e 2011, caiu em 2012 e escapou milagrosamente de nova queda, com 40, em 2014. A campanha de 2015 vai se igualar aos dois times fracos do início da década. Muito pouco, apesar de ser fundamental entender que, depois de anos terríveis, a temporada como um todo tem muitos pontos positivos para quem quiser olhar para a frente: novo estádio, explosão das receitas e um time-base finalmente montado. Ainda assim, é uma decepção a imensa queda na segunda metade do Brasileirão. Não dá para negar. Decepção esta que tem nome e sobrenome: Marcelo Oliveira.

Marcelo Oliveira coletiva
Marcelo Oliveira tem sido alvo de críticas no Palmeiras


Neste contexto, em que não só resultados, mas sim também desempenho, são ruins na principal competição do país, existe apenas uma saída para que 2015 ganhe o carimbo de "bom" dentro de campo: o título da Copa do Brasil. É complicado pensar que detalhes de uma decisão, de um clássico, talvez até uma disputa de pênaltis, serão a medida entre o bom e o ruim. Mas não há como ser diferente, neste caso específico. Não há, por culpa do próprio Palmeiras, que tinha plenas condições de estar bem colocado no Brasileirão. Responsabilidade do técnico que perdeu uma peça importante em agosto e demorou três meses para achar alternativas, insistindo irritantemente no que dava errado. Foram pontos e mais pontos jogados na lata do lixo.

O ano seria bom, sem dúvidas, se dois vices se juntassem a uma colocação entre os primeiros no Nacional. Será ainda melhor em caso de título na Copa, mesmo sem G4. Vejam o que é o futebol. O que é melhor: terminar o Brasileiro no G4 com dois vices ou ficar na "zona morta", com um vice estadual e um título nacional? Claro que a segunda opção é melhor, do ponto de vista do torcedor, e ela ainda é possível de ser alcançada. Mas a primeira, sem dúvidas, daria a todos a certeza de que Marcelo Oliveira é o técnico certo para iniciar 2016 em busca de canecos. Agora, mesmo com o título, tal certeza não existirá.

O torcedor quer uma coisa só e, a essa altura, não importa mais se for jogando bem ou mal: ser campeão. Depois disso, avalia-se a temporada, com outra certeza: a de que o carimbo de "ruim" virá em caso de derrota para o Santos.

O Palmeiras voltou a ser Palmeiras em 2015 principalmente nos clássicos. Fez grandes clássicos! Restam mais dois para o que o time salve a temporada.