Nobre e Leila Pereira - Palmeiras (FOTO: Cesar Greco/Palmeiras)

Paulo Nobre e Leila Pereira durante apresentação do novo uniforme (FOTO: Cesar Greco/Palmeiras)

Fellipe Lucena e Thiago Ferri
29/01/2016
17:36
São Paulo (SP)

O novo contrato firmado por Palmeiras e Crefisa, que prevê o aporte de R$ 66 milhões em 2016, não inclui o dinheiro que será usado para a conclusão das reformas na Academia de Futebol. As partes agendaram uma conversa sobre esse assunto para a semana que vem. 

Um novo edifício, que terá alojamento e instalações mais modernas para diversas áreas do clube, está sendo construído onde antigamente ficava um ginásio no CT do Palmeiras. A Crefisa decidiu assumir a obra no ano passado, mas os trabalhos foram suspensos após o atrito entre Leila Pereira, dona da instituição financeira, e Paulo Nobre, presidente do Verdão, em novembro.

O clube cogitava lançar uma camisa casual com o logo da Parmalat, fato encarado por Leila Pereira como uma quebra de confiança. Por isso, a Crefisa avisou que gostaria de registrar a ajuda na reforma em contrato antes de retomá-la, o que será feito em breve. 


A obra custará cerca de R$ 8 milhões. Inicialmente, 80% do dinheiro da reforma viria do Fundo Brahmeiro, um incentivo dado pela Ambev aos clubes brasileiros. Somente com esse aporte, a velocidade dos trabalhos vinha sendo menor.

Reforços

Outro assunto que não foi tratado pelos parceiros durante as reuniões que sacramentaram a renovação contratual é a possibilidade de a Crefisa ajudar o clube a contratar reforços, algo que já foi feito com Barrios, Thiago Santos e Vitor Hugo. Ao contrário da reforma no CT, porém, não há previsão de conversa sobre essa pauta.

Paulo Nobre defende a ideia de que o clube precisa "andar com a próprias pernas". Além disso, a Crefisa entende que os R$ 66 milhões que serão pagos pelo patrocínio do uniforme já são suficientes para que a diretoria monte o elenco da maneira que desejar.