Fellipe Lucena
06/08/2016
07:35
São Paulo (SP)

Ainda faltam quatro meses para o fim da temporada, mas Cleiton Xavier já igualou seu número de jogos de 2015. Não chega a ser um feito impressionante, já que as frequentes lesões só permitiram que ele atuasse 17 vezes no ano passado, mas simboliza o sucesso do trabalho físico que o Palmeiras fez e continua fazendo para ter seu camisa 10 mais “inteiro”.

Das 17 vezes que atuou na temporada passada, Cleiton foi titular em quatro e ficou em campo por 90 minutos uma só vez. Em 2016, embora também tenha apenas uma partida completa, o meia começou como titular em dez ocasiões.

O número de gols continua tímido, mas também melhorou: dois em 2016, diante de Corinthians e Sport, e um em 2015, diante do Cruzeiro. Foi justamente neste jogo contra a Raposa, válido pelas oitavas de final da Copa do Brasil, que começou o período mais doloroso do jogador nesta passagem pelo clube. Uma sequência de lesões musculares o deixou fora de combate entre agosto de 2015 e abril de 2016. Depois que voltou, o único problema físico que ele apresentou foi um incômodo no adutor da coxa direita, ficando fora de dois jogos.

A principal diferença está no número de assistências, fundamento preferido do CX10. Ele já deu seis passes para gols neste ano, sendo um no Paulistão e cinco no Brasileirão, além de ter sofrido o pênalti que Jean converteu contra a Chapecoense, na quinta. No ano passado, foram duas assistências.

É possível que Cleiton retome a titularidade contra o Vitória. Cuca resolveu deixá-lo no banco contra a Chape após uma sequência de atuações apagadas, sendo a pior delas contra o Botafogo, mas gostou do rendimento com o meia.

Confira um bate-bola exclusivo com Cleiton Xavier:

LANCE! Faltando cerca de quatro meses para o fim do ano, você igualou o número de jogos de 2015. Qual é a sensação de chegar a esta marca?
Cleiton Xavier: Não fico pensando muito nisso, até porque ano passado foi algo atípico e sofri algumas lesões. No início desta temporada também tive um pequeno problema, mas conversei com o pessoal do Palmeiras e resolvemos parar um pouco para tratar bem. É muito ruim ficar fora por causa de contusão, mas, graças a Deus, tudo passou. Agora é olhar para frente e estar preparado para seguir ajudando o Palmeiras nesse segundo semestre.

Na Ucrânia, sua média ficou próxima de 30 jogos por temporada. Tem na cabeça que esse número pode ser batido neste ano?
Mais importante do que bater esse número é trabalhar bem, se cuidar fora de campo e estar preparado para jogar em boas condições. Estou me sentindo muito bem fisicamente e espero que até o fim do ano eu continue jogando a maioria dos jogos.

Como encara a opção do Cuca de te colocar reserva algumas vezes?
O nosso elenco é muito qualificado e o Cuca tem ótimas peças para escolher. A decisão final é dele e a gente respeita. Isso cria uma competição sadia entre nós e quem ganha com isso é o clube, porque os jogadores sempre darão o máximo nos treinos para ganhar a posição. Em um time grande como o Palmeiras, o segredo é dar o máximo todos os dias para estar preparado quando a chance aparecer.

O pênalti marcado sobre você contra a Chapecoense causou polêmica. O juiz acertou ao marcar?
Eu acho que sim. Estava correndo, olhando para a bola, e fui tocado por trás. Se ele teve a intenção ou não, não posso dizer, mas só sei que houve o contato, me desequilibrei e caí. Se a falta tivesse sido no meio de campo, não haveria toda essa repercussão. Mas falta na área é pênalti.

O que espera da briga pelo título, agora que há três clubes empatados na ponta e outros perto?
O Campeonato Brasileiro é difícil demais, talvez o mais equilibrado do mundo. Vários times têm condições de ganhar e essa disputa deve se manter até o fim. Estamos quase na metade e o Palmeiras manteve uma boa regularidade. Precisamos seguir assim e permanecer nas primeiras posições para chegar nas últimas rodadas com boas chances. Além do Brasileiro, também estamos na Copa do Brasil e o nosso objetivo é ser campeão nas duas competições que vamos disputar.

As últimas temporadas de Cleiton Xavier:


2010/2011 - Metalist
35 jogos
9 gols
13 assistências

2011/2012 - Metalist
37 jogos
12 gols
14 assistências

2012/2013 - Metalist
38 jogos
20 gols
8 assistências

2013/2014 - Metalist
21 jogos
7 gols
4 assistências

2014/2015 - Metalist (só jogou até novembro de 2014)
16 jogos
11 gols
1 assistência

2015 - Palmeiras
17 jogos
1 gol 
2 assistências

2016 - Palmeiras
17 jogos
2 gols
6 assistências