Cleiton Xavier - Palmeiras (FOTO: Cesar Greco/Palmeiras)

Cleiton Xavier vive ano para esquecer no Palmeiras (FOTO: Cesar Greco/Palmeiras)

Fellipe Lucena
28/11/2015
08:00
São Paulo (SP)

O torcedor do Palmeiras não vê Cleiton Xavier em campo há exatos cem dias. Em processo de recondicionamento físico após se recuperar de lesão, o meia não será relacionado para enfrentar o Coritiba, neste domingo, pelo Campeonato Brasileiro, e tem chances remotas de estar à disposição na final da Copa do Brasil, quarta-feira. A comissão técnica do clube já trabalha com a intenção de deixá-lo pronto para 2016.

As recordações do ano que está chegando ao fim não são boas para o camisa 10 do Verdão - ele usava o número 8 até trocar com Barrios em setembro e não jogou depois disso. São 17 jogos, sendo quatro como titular, e um gol marcado, justamente em sua última partida, dia 19 de agosto, contra o Cruzeiro. São números piores do que os de Valdivia em qualquer uma de suas temporadas na mais recente passagem pelo Palestra Itália.

O ano em que Valdivia jogou menos foi 2013, com 27 exibições. Isso sem contar 2015, já que o chileno se despediu ainda em maio, com dez jogos. Mesmo estando no Verdão apenas no segundo semestre de 2010, ano em que voltou, o Mago apresentou-se mais que Cleiton: 19 vezes.

A comparação existe não só porque o CX10 herdou o número de Valdivia, mas porque um dos motivos para a diretoria não renovar o contrato do antigo camisa 10 era seu pequeno índice de presença nas partidas: menos de 45% em cinco anos.

Cleiton Xavier esteve fora de 52 dos 69 jogos da temporada por diferentes motivos. O primeiro foi burocrático: o Metalist (UCR) demorou para enviar a documentação necessária e o jogador só foi regularizado no início de março, um mês depois de ser anunciado. A estreia foi em 12 de abril, porque ele teve um problema muscular enquanto se preparava.

Depois disso, foram mais três problemas físicos. O atual período de inatividade se deve a duas lesões seguidas: a primeira na coxa e a segunda na panturrilha, quando estava próximo de ser liberado para jogar.

No jogo de ida contra o Santos, Marcelo Oliveira escalou o atacante Dudu como meia centralizado. Robinho jogou aberto pelo lado direito.

Valdivia

O chileno sofreu muito com lesões em sua última passagem pelo clube: foram 19 problemas físicos ao longo de cinco anos. Ele jogou 19 vezes em 2010 (dois gols), 28 em 2011 (quatro gols e quatro assistências), 35 em 2012 (três gols e quatro assistências), 27 em 2013 (quatro gols e 13 assistências), 29 no ano passado (quatro gols e sete assistências) e dez neste ano (nenhum gol). O último jogo foi em 31 de maio, na vitória por 2 a 0 sobre o Corinthians, em Itaquera, pelo Brasileirão. Sem renovar, ele agora está a serviço do Al Wahda, dos Emirados Árabes Unidos.

Meias do elenco
A diretoria e a torcida esperavam que Cleiton Xavier suprisse a ausência de Valdivia, mas o camisa 10 sofreu com lesões e participou de apenas 17 partidas, sendo quatro como titular. Fellype Gabriel foi contratado em maio, por indicação de Oswaldo de Oliveira, e também tem desempenho frustrante devido a questões físicas: jogou apenas alguns minutos da recente derrota por 2 a 0 para o Vasco. O meia de maior destaque da temporada é Robinho, com 51 jogos, nove gols e 12 assistências. Allione e Dudu também atuaram na posição.