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Thiago Neves quer voltar a sorrir com boa atuação (Crédito: Gilvan de Souza)
Thiago Neves está mordido e com vontade de decidir. A percepção ficou clara nas palavras do camisa 10 tricolor durante a entrevista exclusiva concedida ao LANCE!. Thiago confirmou que tinha problemas extracampo, admitiu que cresceu rapidamente e não quis nem comparar o momento atual com a polêmica que viveu em 2007, depois de assinar um pré-contrato com o Palmeiras.
São problemas que ele quer deixar para trás. A ponto de garantir que esquecerá propostas da Europa caso o Fluminense conquiste a Libertadores:
– Aí, mudará tudo. Quero o Mundial. Serei o guia no Japão - avisou.
Confira abaixo os principais trechos da entrevista:
Rafael Cavalieri: O momento não é bom. O que fazer? De onde tirar forças para superar tudo?
Nessas horas a gente precisa de carinho, a família se torna fundamental. Minha mãe e meu irmão, que moram comigo, são essenciais. Converso muito com todos. Fernando, meu irmão, gosta muito de futebol e sempre me diz o que fiz de errado.
RC: Mas você aponta alguma razão para a queda de produção?
Nunca tinha comentado isso, mas minha mãe estava fazendo a operação para reduzir o estômago no dia do jogo contra o Nacional, lá na Colômbia. Eu fiz de tudo para esquecer e entrar em campo tranqüilo. Mas é a minha mãe, né? Não dá para desligar. Na cabeça fica complicado. Ainda mais sabendo que eu não poderia ir para casa logo depois.
RC: O atual momento pode ser comparado com o que você viveu no ano passado?
A história com o Palmeiras foi muito pior. Vou ficar marcado para sempre. Mas eu consegui absorver todas as críticas. Preciso fazer isso de novo. Agora, são alguns jogos em que eu atuei mal. Só eu posso mudar.
RC: Europa: dá para esquecer?
Claro que a Europa seduz, mas primeiro tenho de consolidar meu nome aqui e isso só acontecerá com títulos. Mas não posso ficar pensando. Por isso tenho uma assessoria por trás para me deixar tranqüilo. Se for bom para mim e para o clube, vamos conversar. Quero sair pela porta da frente.
RC: Sua imagem reclamando contra o São Paulo foi forte...
Já pedi desculpas. Tem gente que me acha bad boy, mas eu nunca fui. Vou apagar tal imagem.
RC: Nos momentos complicados o Fluminense sempre te deu apoio. Isso te deixa feliz?
Sou eternamente grato ao Flu. Todos aqui fizeram muito por mim, não dá nem para citar nomes. Foi o clube que me projetou, que abriu as portas. Eu tenho só quatro anos de profissional e já cheguei na Seleção Brasileira. Isso é por causa do Fluminense. Respeito muito este clube e quero conquistar mais este título.
RC: Apesar do momento, existem muitos torcedores que acreditam em você. O que dizer?
É para eles que quero entrar em campo, arrebentar, marcar um gol importante, classificar o time...
RC: Você acha que virou ídolo de maneira muito rápida?
Não imaginava que seria tão rápido. Claro que sempre confiei no meu potencial, sabia que podia brilhar. Mas não rápido assim.
RC: Muitos dizem que você deveria jogar no ataque. O que pensa disso?
No ataque fico mais à vontade por não ter de marcar, mas prefiro jogar no meio, vindo de trás. Não gosto de jogar de costas para os zagueiros. É melhor deixar um companheiro na cara do que marcar. Deixa meus gols de bola parada mesmo.
RC: Ainda sonha em disputar a Olimpíada neste ano?
Tenho muita esperança. Peço isso todo dia. Mas para chegar lá tenho de fazer por onde. Não só eu como o Arouca que é outro grande jogador com idade para jogar.
RC: Sua rotina mudou?
Sempre fui um cara caseiro. Gosto de curtir minha família e minha namorada. Mas nos treinamentos mudei muitas atitudes. Tento fazer sempre com perfeição os treinos de finalização e de jogada de bola parada. Os treinos físicos são chatos, mas muito importantes. Aprendi isso.
RC: E antes dos jogos?
Fico bem tranqüilo, brinco no aquecimento. Minha concentração é essa. Mas, quando chego ao túnel para entrar em campo, acaba a brincadeira. Quando visto a camisa a história é outra. Fico focado, querendo comer a grama.
RC: A rotina não mudou, mas os cabelos... Explica este estilo.
Desta vez pintei só no moicano. Se eu pintasse tudo, ia parecer um tigre. O pessoal me sacaneia, me chama de gambá. Mas eu e minha namorada gostamos. Se ela reclamasse, teria de raspar tudo (risos).
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<p><a href="">Mordido, Thiago Neves espera decidir</a>, LANCEPRESS! - Camisa 10 tenta dar a volta por cima e ajudar o Flu a se classificar na Libertadores</P>
