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Corintiano protestando no Parque São Jorge (Crédito: Reginaldo Castro)
Em decisão unânime, o Conselho Deliberativo do Corinthians acabou com a parceria com o MSI nesta terça-feira à noite. Por 241 votos a zero (incluindo o de Dualib), o vínculo com o grupo de investimento está encerrado.
Além disso, os conselheiros marcaram para o dia 7 de agosto uma reunião extraordinária que deve definir o afastamento temporário do mandatário e toda sua diretoria.
Se a decisão for deferida pelo CD, cinco dias depois, através de uma Assembléia Geral com os sócios, será votado o afastamento definitivo do mandatário. O procedimento, então, estaria de acordo com o Código Civil brasileiro. A medida evitaria, com isso, liminares dos eventuais afastados na Justiça comum.
O afastamento temporário de Dualib não pôde ser votado ontem porque o estatuto do clube não permite que seja realizado um pleito que não esteja pré-estabelecido na pauta. Ontem, apenas o término da parceria estava em discussão.
Os vices Wilson Bento e Clodomil Orsi, que não foram indiciados pela Justiça após denúncia do Ministério Público, podem assumir em caso de afastamento definitivo.
Alguns conselheiros foram impedidos de deixar o local após a votação do fim da parceira por um grupo de cerca de 200 torcedores. Eles obrigaram a participação dos 241 membros também na definição em relação a Dualib.
O CD do Timão apenas finalizou uma parceria que já havia deixado de existir, na prática, desde junho do ano passado. O acordo com o MSI, que deveria durar dez anos, termina em menos de dois anos.
Por quebra de contrato, a multa é de US$ 25 milhões, que o MSI pode contestar. Mas seus integrantes (entre eles Kia Joorabchian e Boris Berezovisky) foram denunciados pela Justiça Federal por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.
Agora, uma comissão será designada para analisar os meios jurídicos para a quebra do contrato. A notificação ao MSI e seus comandantes, porém, terá de ser feita pelo presidente Dualib em 10 dias.