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O resultado do teste teórico aplicado pela Comissão de Arbitragem da Federação Paulista no fim de junho não foi bom. Dos 453 integrantes do quadro da FPF, entre árbitros, assistentes e estagiários, apenas 15% possuem excelente conhecimento da regra (nota acima de nove). Do total, 25% tiraram nota de 8 a 9; 30% ficaram entre 7 e 8; 25% de 5 a 6; e 4% obtiveram pontuação insuficiente, menor que cinco.
Segundo o coronel Marinho, presidente da Comissão, a média geral foi insatisfatória. Apesar de alguns bons desempenhos, como os dos árbitros Paulo César de Oliveira e Cléber Abade, que tiraram nota máxima, alguns membros da Categoria Ouro decepcionaram.
– Não dá para um árbitro de porte desconhecer a regra. Eles têm de rever a situação e até repensar a carreira. Os resultados são um aviso – disse Marinho.
A frase serve de alerta para Rodrigo Cintra, que ficou com a média entre 5 e 6, fraca para quem é considerado um dos melhores do país, realiza palestras e é visto como referência na arbitragem. Além de Cintra, José Henrique de Carvalho e Salvio Spinola, que estão entre os 80 que não realizaram a prova, terão nova chance no teste aplicado em agosto.
Dentre os 154 auxiliares avaliados, apenas 11% tiraram a nota máxima. Ana Paula Oliveira, pivô de uma polêmica por ter pousado nua, ficou com a nota entre 7 e 8.