icons.title signature.placeholder Lucas Strabko
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25/08/2015
20:17

No último domingo, o ex-piloto Felipe Giaffone comentava as 500 milhas de Pocono para um canal de televisão quando viu um pedaço do carro de Sage Karam atingindo o capacete do britânico Justin Wilson. Giaffone acreditou que algo grave havia ocorrido pela transmissão ter focalizado o preocupado rosto de Mario Andretti. A crença se confirmou na última segunda-feira. Justin Wilson morreu em decorrência do impacto que o bico do carro teve em sua cabeça. Fãs e jornalistas passaram a pedir, novamente, o cockpit fechado, que possivelmente teria salvado a vida do piloto britânico. Porém, para Giaffone, o aparato de segurança ainda não é o modelo ideal.

- O cockpit fechado já foi falado antes, agora vão começar a falar mais ainda. Não é uma mudança simples. Vão fazer muita pesquisa para ver se vão fazer a coisa certa. Não pode pensar só em cobrir. No caso do fórmula, tirar o piloto do carro fica bem mais complicado se estiver de ponta-cabeça, ou se pegar fogo. Pode melhorar por um lado e piorar do outro. O carro de corrida melhora de acordo com os acidentes que acontecem. Melhoram quando acontece alguma coisa. Os carros hoje são muito mais seguros, mas devem começar a pegar mais firme para pintar mudanças - diz Felipe Giaffone, ao LANCE!, que correu na IndyCar entre 2001 e 2006.

Em 2006, durante sessão de treinamentos no Homestead-Miami Speedway, o ex-piloto brasileiro escapou por pouco de ser atingido por pedaços de carros. O piloto Paul Dana não conseguiu desviar do carro de Ed Carpenter, que estava parado na pista após o pneu ter estourado, e ocasionou uma forte colisão. Felipe Giaffone vinha logo atrás de Dana, que acabou falecendo por causa do acidente.

- O Paul Dana bateu logo na minha frente, uma batida muito forte. Fiquei desviando dos pedaços do carro, acabei não vendo muito. Anunciaram a morte depois de dez minutos. No dia seguinte é complicado. Você pensa naquilo o tempo inteiro, mas baixa a viseira e esquece completamente até chegar a largada - lembra o brasileiro.

Experiente na categoria, Giaffone julga os acidentes de Justin Wilson e Dana Paul como fatalidades do esporte. Quando piloto, o brasileiro sabia dos perigos da categoria. O temor aumentava, principalmente, quando ocorriam acidentes fatais na IndyCar.

- Toda vez que mortes acontecem, você fica pensando muitas coisas. É pior para as pessoas que estão correndo na categoria, dá uma certa insegurança. O esporte é perigoso e tem fatalidades. O pior é quando acontece mortes evitáveis, quando ninguém tem culpa. É difícil entender, mas, no fundo, todo piloto sabe da possibilidade de acontecer algo grave. A Indy é mais perigosa que as outras categorias, sabe que pode se machucar. Tem o fator risco maior, andando no oval a 350 km por hora. Quando está guiando, ninguém pensa no risco, mas na hora de dormir, é bravo... - conta Giaffone.

No próximo final de semana acontecerá a última etapa da IndyCar, em Sonoma, na Califórnia. Próximo do título, o colombiano Juan Pablo Montoya é o líder, com 500 pontos. Outros que estão próximos na briga são o americano Graham Rahal, com 466, e o australiano Scott Dixon, com 453.

- A final vai perder um pouco do brilho, ainda mais por ter acabado de acontecer. O clima não estará legal. Montoya vem em um ano espetacular, mas qualquer que seja o campeão, vai ter um sorriso amarelo - conclui.

No último domingo, o ex-piloto Felipe Giaffone comentava as 500 milhas de Pocono para um canal de televisão quando viu um pedaço do carro de Sage Karam atingindo o capacete do britânico Justin Wilson. Giaffone acreditou que algo grave havia ocorrido pela transmissão ter focalizado o preocupado rosto de Mario Andretti. A crença se confirmou na última segunda-feira. Justin Wilson morreu em decorrência do impacto que o bico do carro teve em sua cabeça. Fãs e jornalistas passaram a pedir, novamente, o cockpit fechado, que possivelmente teria salvado a vida do piloto britânico. Porém, para Giaffone, o aparato de segurança ainda não é o modelo ideal.

- O cockpit fechado já foi falado antes, agora vão começar a falar mais ainda. Não é uma mudança simples. Vão fazer muita pesquisa para ver se vão fazer a coisa certa. Não pode pensar só em cobrir. No caso do fórmula, tirar o piloto do carro fica bem mais complicado se estiver de ponta-cabeça, ou se pegar fogo. Pode melhorar por um lado e piorar do outro. O carro de corrida melhora de acordo com os acidentes que acontecem. Melhoram quando acontece alguma coisa. Os carros hoje são muito mais seguros, mas devem começar a pegar mais firme para pintar mudanças - diz Felipe Giaffone, ao LANCE!, que correu na IndyCar entre 2001 e 2006.

Em 2006, durante sessão de treinamentos no Homestead-Miami Speedway, o ex-piloto brasileiro escapou por pouco de ser atingido por pedaços de carros. O piloto Paul Dana não conseguiu desviar do carro de Ed Carpenter, que estava parado na pista após o pneu ter estourado, e ocasionou uma forte colisão. Felipe Giaffone vinha logo atrás de Dana, que acabou falecendo por causa do acidente.

- O Paul Dana bateu logo na minha frente, uma batida muito forte. Fiquei desviando dos pedaços do carro, acabei não vendo muito. Anunciaram a morte depois de dez minutos. No dia seguinte é complicado. Você pensa naquilo o tempo inteiro, mas baixa a viseira e esquece completamente até chegar a largada - lembra o brasileiro.

Experiente na categoria, Giaffone julga os acidentes de Justin Wilson e Dana Paul como fatalidades do esporte. Quando piloto, o brasileiro sabia dos perigos da categoria. O temor aumentava, principalmente, quando ocorriam acidentes fatais na IndyCar.

- Toda vez que mortes acontecem, você fica pensando muitas coisas. É pior para as pessoas que estão correndo na categoria, dá uma certa insegurança. O esporte é perigoso e tem fatalidades. O pior é quando acontece mortes evitáveis, quando ninguém tem culpa. É difícil entender, mas, no fundo, todo piloto sabe da possibilidade de acontecer algo grave. A Indy é mais perigosa que as outras categorias, sabe que pode se machucar. Tem o fator risco maior, andando no oval a 350 km por hora. Quando está guiando, ninguém pensa no risco, mas na hora de dormir, é bravo... - conta Giaffone.

No próximo final de semana acontecerá a última etapa da IndyCar, em Sonoma, na Califórnia. Próximo do título, o colombiano Juan Pablo Montoya é o líder, com 500 pontos. Outros que estão próximos na briga são o americano Graham Rahal, com 466, e o australiano Scott Dixon, com 453.

- A final vai perder um pouco do brilho, ainda mais por ter acabado de acontecer. O clima não estará legal. Montoya vem em um ano espetacular, mas qualquer que seja o campeão, vai ter um sorriso amarelo - conclui.