icons.title signature.placeholder Lucas Strabko
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25/08/2015
19:08

Quando Luciano Burti desembarcou no Brasil após um voo vindo da Europa, na manhã desta terça-feira, foi recebido por uma triste notícia. Ouvindo rádio, o ex-piloto brasileiro descobriu que Justin Wilson havia morrido após acidente no GP de Pocono, no último domingo. Burti foi companheiro de equipe do britânico em 1997, quando disputaram a Fórmula Vauxhall pela Paul Stewart Racing, equipe do lendário piloto da Fórmula 1, Jackie Stewart.

- Foi um baita choque para mim. Justin é um ótimo piloto. Apesar do inglês ser mais frio, ele era tímido, mas era muito carinhoso, educado. A família dele é formada por pessoas muito carinhosas, como o pai e a mãe dele, que eram muito presentes. Tive uma relação muito boa com ele apesar da disputa no automobilismo. Ele era um cara super bacana, que vai ficar para sempre. Marcou muito a boa pessoa que ele era - afirma Luciano Burti, ao LANCE!, que falou com Wilson pela última vez em 2013, quando se cruzaram na etapa brasileira da IndyCar.

A morte do piloto britânico se deu após peças do carro de Sage Karam terem se soltado, em decorrência de uma batida, e voado em direção a Justin Wilson. Uma parte do bico acertou o piloto. Após ter ficado em coma, o britânico sucumbiu ao ocorrido.

- Foi uma fatalidade. Vi na internet, foi estúpido, muito parecido com o acidente do Felipe [Massa]. Automobilismo sempre terá risco. Não adianta criar regulamentos para tornar 100% seguro. A velocidade é alta, não tem como não correr risco. Indy é muito perigoso, acima do normal, uma das categorias mais perigosas que têm no mundo. Aqueles ovais, a 350 km por hora, quando escapa, vai direto para o muro. O risco faz parte, mas tem que se assustar como se fosse anormal - analisa Burti.

Crítico às condições de segurança do automobilismo, o piloto e comentarista é contrário à exaltação ao cockpit fechado, como vem sendo especulado para diminuir os acidentes fatais em categorias de fórmula. Para Burti, deveriam estudar a melhor maneira para que os pilotos tivessem mais seguranças em seus carros.

- É muito fácil criticar, dizer que o cockpit deveria ser fechado. Se fosse algo tão simples, já teriam feito. Se tem uma pancada, o carro pega fogo, o piloto morre asfixiado. Não deve só colocar a proteção e está tudo certo. Precisa ter revolução no equipamento para as melhores serem feitas. Depois do acidente, todo mundo se mobiliza e começa a falar. O DNA do carro de fórmula é ser exposto, apesar de hoje em dia estar mais protegido do que antes - diz o piloto, atualmente na Stock Car. 

Quando Luciano Burti desembarcou no Brasil após um voo vindo da Europa, na manhã desta terça-feira, foi recebido por uma triste notícia. Ouvindo rádio, o ex-piloto brasileiro descobriu que Justin Wilson havia morrido após acidente no GP de Pocono, no último domingo. Burti foi companheiro de equipe do britânico em 1997, quando disputaram a Fórmula Vauxhall pela Paul Stewart Racing, equipe do lendário piloto da Fórmula 1, Jackie Stewart.

- Foi um baita choque para mim. Justin é um ótimo piloto. Apesar do inglês ser mais frio, ele era tímido, mas era muito carinhoso, educado. A família dele é formada por pessoas muito carinhosas, como o pai e a mãe dele, que eram muito presentes. Tive uma relação muito boa com ele apesar da disputa no automobilismo. Ele era um cara super bacana, que vai ficar para sempre. Marcou muito a boa pessoa que ele era - afirma Luciano Burti, ao LANCE!, que falou com Wilson pela última vez em 2013, quando se cruzaram na etapa brasileira da IndyCar.

A morte do piloto britânico se deu após peças do carro de Sage Karam terem se soltado, em decorrência de uma batida, e voado em direção a Justin Wilson. Uma parte do bico acertou o piloto. Após ter ficado em coma, o britânico sucumbiu ao ocorrido.

- Foi uma fatalidade. Vi na internet, foi estúpido, muito parecido com o acidente do Felipe [Massa]. Automobilismo sempre terá risco. Não adianta criar regulamentos para tornar 100% seguro. A velocidade é alta, não tem como não correr risco. Indy é muito perigoso, acima do normal, uma das categorias mais perigosas que têm no mundo. Aqueles ovais, a 350 km por hora, quando escapa, vai direto para o muro. O risco faz parte, mas tem que se assustar como se fosse anormal - analisa Burti.

Crítico às condições de segurança do automobilismo, o piloto e comentarista é contrário à exaltação ao cockpit fechado, como vem sendo especulado para diminuir os acidentes fatais em categorias de fórmula. Para Burti, deveriam estudar a melhor maneira para que os pilotos tivessem mais seguranças em seus carros.

- É muito fácil criticar, dizer que o cockpit deveria ser fechado. Se fosse algo tão simples, já teriam feito. Se tem uma pancada, o carro pega fogo, o piloto morre asfixiado. Não deve só colocar a proteção e está tudo certo. Precisa ter revolução no equipamento para as melhores serem feitas. Depois do acidente, todo mundo se mobiliza e começa a falar. O DNA do carro de fórmula é ser exposto, apesar de hoje em dia estar mais protegido do que antes - diz o piloto, atualmente na Stock Car.