Chiquinho Velasco

Chiquinho Velasco

Gabriel Ibrahim
02/08/2016
17:25
Brasil

Francisco Velasco ou “Chiquinho”, como é conhecido, sempre dividiu seu tempo entre as competições de Motocross e Supermoto. Ele é um dos grandes nomes do Motociclismo brasileiro. Com uma carreira repleta de vitórias, ele possui muitos títulos em ambas as modalidades do esporte.

Atualmente Chiquinho participa dos Campeonatos Brasileiros de Motocross Pró e de Supermoto. Mas entre uma etapa e outra ele se deparou com uma situação onde teria de escolher entre uma das modalidades, pelo menos por enquanto.

A decisão não foi fácil. “Infelizmente as condições econômicas do país não estão ajudando os atletas. Os patrocinadores estão fechando a torneira. Não pude disputar a etapa em Registro por falta de recursos para poder brigar pela ponta. Dá uma dor no coração realmente”, desabafa o piloto.

Sacrifício feito em meio a um cenário onde os investidores estão cada vez mais retraídos. “Com essa crise, o país engatou a ré, tudo está muito caro. O pneu é importado e aumenta muito de preço quando se faz a conversão do dólar. Antes o par que custava R$800,00 agora está numa faixa de preço de R$1300,00”, explica Chiquinho.

Sobre sua decisão, ele explica que além do fator financeiro, a proximidade com o Motocross é um pouco mais forte. “A minha base sempre foi o Motocross. Minha vida toda foi voltada ao esporte. Meu pai corria na modalidade. Eu descobri o Supermoto depois que eu abri minha loja de motos em Santos e acabei me identificando com a categoria”, conta.

Mesmo assim a paixão continua pelas duas modalidades. “No Motocross eu vou fazer o que eu gosto com um custo um pouquinho menor. O Supermoto é um esporte para quem realmente tem dinheiro. Por ter um trajeto com asfalto exige muito do pneu. Já no Motocross você consegue treinar e ainda competir com um mesmo par. No Supermoto a cada etapa é um gasto exorbitante”, relata.

Até Chiquinho conseguir investimentos para voltar ao Brasileiro de Supermoto, ele segue treinando para a disputa pelo Brasileiro de Motocross PRÓ na MX3. “Tive uma lesão no ombro, cheguei a fazer duas cirurgias, por isso também tinha me afastado um pouco do Motocross por conta do esforço exigido, que é bem maior. Falta treinar mais e usar essa vivência do dia-a-dia para ir descobrindo meus limites”, explica o piloto.