Eduardo Lucizano
22/01/2016
14:09
São Paulo

Bicampeão da Libertadores e do Mundial de Clubes pelo São Paulo em 1992 e 1993, Zetti fez parte de um dos melhores time da história do Tricolor. Comandado por Telê Santana, o goleiro fez parte ainda da Seleção Brasileira que venceu o tetra da Copa do Mundo em 1994.

Em sua seleção dos sonhos, Zetti rasgou elogios aos ex-companheiros, com destaque para Válber, Palhinha e Muller. Sobre o atacante, que também fez parte do elenco campeão em 1994 nos EUA, Zetti diz que foi o melhor jogador da posição que viu jogar.

Goleiro: Zetti
- Meu auge foi de 1990 a 1994. Consegui minha melhor forma e já tinha experiência, minha saída e reposição de bola era muito boa, merecia ser titular em 1993, nas Eliminatórias para a Copa de 1994.

Lateral-direito
: Cafu
- Superou tudo na condição de um lateral, um jogador de muita força física. Ele te dava opção durante o jogo, tinha dedicação e podia fazer a lateral e a ala.

Zagueiro: Adilson
- Campeão do mundo comigo, era calmo, tinha visão do jogo, sabia antecipar o adversário, tinha boa impulsão, paciência e ajudava a ter o domínio dentro de campo.

Zagueiro: Ronaldão
- Um parceiro que usava mais a força física do que a técnica, sabia da capacidade e se entregava ao time, colocava respeito, cabeceava bem e completava o Adilson.

Lateral-esquerdo: Leonardo
- Um lateral que tinha facilidade de jogar no meio, marcava bem, cruzamento perfeito e ainda tinha qualidade técnica com a bola nos pés.

Volante: Válber
- Fazia as duas funções (zagueiro e volante), tinha qualidade técnica, foi um dos maiores líberos. O Telê Santana adorava essa função, ele ajudava o ataque também, encantou com a qualidade técnica, dificilmente dava um 'chutão'.

Volante: Pintado
- Era um guerreiro, impulsionava o time, incentivava, não deixava o time esfriar, era fantástico.

Meia: Raí
- O cara que pensava no time, ajudava muito na marcação, defensivamente era importantíssimo na bola parada e tinha tranquilidade no meio. Além disso, tinha essa ligação da defesa para o ataque, prendia a bola, chamava o jogo, não tinha medo da partida

Atacante: Palhinha
- Pela inteligência, um cara com toque sutil, jogava sempre com a cabeça levantada, conseguia ter visão de jogo, ler o comportamento dos companheiros, ter a leitura de jogo. Nunca sabia a posição dele, se era meia ou atacante, estava sempre perto do gol e criava muitas jogadas.

Atacante: Muller
- Foi o maior atacante que vi jogar, um dos maiores de lado, sabia tabelar e era inteligente, rápido, com uma explosão fantástica, vi poucos assim. Ele tinha essa facilidade de jogar na frente do gol, não era finalizador, mas estava sempre na área.

Atacante: Romário
- Era o cara da área, estava presente e tinha a finalização perfeita, não precisava chutar forte. Rápido, se colocava muito bem, conhecia o espaço da área, tive a oportunidade de treinar com ele e saber que a finalização era sempre no gol.