Eduardo Lucizano
02/05/2016
06:00
São Paulo (SP)

O termo coringa ou polivalente se encaixaria perfeitamente, mas Júnior foi além disso. Ele atuou com maestria e quase perfeição como lateral ou como volante. Podia jogar ainda como meia ou ala. Mas não é só isso. Ele é também humilde. Como não se escalar em uma seleção de todos os tempos quando fez parte de equipes como o Flamengo de 1981 ou a Seleção de 1982?

Foram quase cem jogos pela Seleção Brasileira e mais de 800 pelo Flamengo. Campeão da Libertadores, do Mundial de Clubes, da Copa do Brasil e quatro vezes do Brasileirão, Júnior escalou a seleção dos sonhos, contando apenas ex-companheiros de clube ou Brasil.

Goleiro: Raúl
- Ele tinha muita experiência e tranquilidade, fazia defesas impossíveis.

Lateral-direito: Leandro
- O maior que vi jogar na posição, não só pela habilidade, mas pela qualidade técnica.

Zagueiro: Mozer
- Outro completo, em todos os sentidos. Tinha impulsão, era veloz e liderava a equipe.

Zagueiro: Oscar
- Assim como Mozer, tinha liderança e se posicionava bem, ótima impulsão.

Lateral-esquerdo: Branco
- Um campeão. O chute dele era muito forte e sempre fazia ótimos cruzamentos.

Meia: Toninho Cerezo
- Ele era eficiente como volante e como armador. Completo.

Meia: Falcão
- Dá pra resumir em três qualidades. Categoria, inteligência e elegância em campo.

Meia: Sócrates
- Ele era um verdadeiro líder e tinha grande qualidade técnica e visão de jogo.

Meia: Zico
- O melhor com quem joguei, em todos os sentidos. Ele preencheu todos os quesitos possíveis como jogador.

Atacante: Reinaldo
- Esse foi gênio. Tinha muita facilidade para fazer gol de todas as formas, uma inteligência absurda.

Atacante: Narciso Horacio Doval
- Jogamos de 1974 a 1976, um centroavante que colocava medo nos adversários. Ele ia para o confronto direto.

Técnico: Telê Santana
- Pura e simples competência.