Membros da IWF se reuniram na quarta-feira na Geórgia

Membros da IWF se reuniram na quarta-feira na Geórgia (Foto: Divulgação/IWF)

LANCE!
23/06/2016
13:05
São Paulo (SP)

Após a Associação Internacional das Federações de Atletismo (Iaaf) proibir a Rússia de disputar os Jogos Olímpicos Rio-2016 na modalidade devido ao alto grau de envolvimento de atletas e autoridades locais no uso de substâncias proibidas, o país deverá ser barrado pelo mesmo motivo em outra modalidade na Olimpíada brasileira: no levantamento de peso.

A decisão, que ainda precisará ser ratificada, foi anunciada pela Federação Internacional de Levantamento de Peso (IWF, em inglês), após reunião de sua comissão executiva em Tbilisi, na Geórgia. A entidade tomou como base as reanálises dos exames antidoping dos Jogos Olímpicos de Pequim-2008 e Londres-2012, que estão sendo promovidos pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) nas últimas semanas. De acordo com a IWF, 20 competidores da modalidade foram flagrados nestes novos testes.

A IWF decidiu suspender por um ano as nações que tiveram três ou mais atletas com testes positivos nas duas Olimpíadas passadas. Este foi o caso da Rússia e também do Cazaquistão e da Bielorrússia. Para que a pena seja aplicada, ainda serão analisadas as contraprovas (amostra B) de todos os exames. Somente após os resultados é que a proibição será aplicada. 

Outras nações, como Coreia do Norte, Azerbaijão e Moldávia, terão o número de vagas olímpicas reduzidas na Rio-2016 pelo alto número de atletas flagrados em exames antidoping em 2015. De acordo com a IWF, somente no Campeonato Mundial disputado em Houston (EUA), em dezembro do ano passado, 24 atletas testaram positivo.

Até o momento, um país já está banido do levantamento de peso nos Jogos Rio-2016. É a Bulgária. O motivo? O mesmo, doping.

Ministro russo critica decisão da IWF

Vitali Mutko, ministro do esporte da Rússia, criticou a ameaça da IWF em banir seu país da disputa do levantamento de peso na Olimpíada do Rio. Segundo o dirigente, autoridades do país já cogitam recorrer da decisão, mas farão isso apenas depois de analisar todo o caso.

- Eu não entendo estas decisões. Elas se parecem com casos de psicose e um desvio de todos os princípios e normas legais. Como você pode penalizar uma equipe que disputará a Olimpíada em 2016 por exames realizados em 2008 e 2012? - reclamou Mutko, em entrevista à agência R-Sport.